Clipping

Colletotrichum falcatum pode dizimar até 40% dos colmos do seu canavial

Postado em 9 de Outubro de 2019

Sem variedades resistentes ou produtos registrados, sobram poucos métodos de controle. Saiba quais são eles durante o 13º Grande Encontro Sobre Variedades de Cana

Nos últimos anos, Colletotrichum falcatum foi elevado ao status de doença mais importante e prejudicial da cana-de-açúcar. O fungo ressurgiu das cinzas e vem derrubando drasticamente as produtividades por onde tem passado. Com ocorrências em todo o Estado de São Paulo, em Mato Grosso do Sul e na região do Triângulo Mineiro, essa doença pode causar mortandade de até 40% dos colmos dos canaviais.

Um dos primeiros profissionais a alertar sobre o retorno da doença foi o diretor proprietário da ASAS Consultoria, Álvaro Sanguino. Em meados de 2009, esta doença foi constatada por produtores do Triângulo Mineiro que vinham encontrando grandes quantidades de canas mortas em suas propriedades. Após sucessivas análises laboratoriais, foi descoberto que o problema advinha, não de cigarrinhas, como havia se imaginado, mas sim de uma antiga doença, velha conhecida do setor: o Colletotrichum falcatum, causador da podridão-vermelha.

No entanto, uma questão ainda intrigava Sanguino. As áreas infectadas possuíam níveis baixíssimos de broca-da-cana (Diatraea saccharalis), praga que sempre foi associada a doença, pois ao perfurar os colmos, abria caminho para a entrada do fungo, conta Sanguino. 

Percebeu-se que, com o fim da queima da palha e o início dos processos de colheita mecanizada de cana crua, o Colletotrichum falcatum havia começado a se multiplicar nos restos de cultura, aumentando o potencial de inóculo que existia no campo. Pode ser que uma nova e mais agressiva “mutação” tenha sido criada e que não precisa da broca, ou de nenhuma outra praga, para penetrar na cana-de-açúcar. Segundo Sanguino, entre os danos causados que testemunhei, encontrei canaviais cuja estimativa de safra em janeiro era de produzir 85 TCH. Quando colheu, deu 42 TCH. O pessoal não está dando a devida atenção ao problema. Acreditam apenas naquilo que enxergam. Esperam a doença se manifestar para fazer algo. “Quais são as melhores práticas para controlar esta doença?”

Este consultor vai abordar também as doenças que causam manchas foliares e que reduzem a área de fotossíntese, causando prejuízos enormes ao crescimento da cana.

Para saber mais detalhes sobre o Colletotrichum falcatum e as doenças foliares e como controlá-las, não perca a palestra do Dr. Álvaro Sanguino no 13º Grande Encontro Sobre Variedades de Cana. O evento, que é uma idealização do Grupo IDEA, será realizado nos dias 16 e 17 de outubro no Centro de Convenções de Ribeirão Preto/SP, defronte ao hospital São Francisco..

Inscreva-se e confira a programação completa do evento no site: https://variedadesdecana.ideaonline.com.br/

Serviço

13º Grande Encontro Sobre Variedades de Cana

Data: 16 e 17 de outubro de 2019

Local: Centro de Convenções de Ribeirão Preto

Mais informações: (16) 3211-4770 - E-mail: eventos@ideaonline.com.br

Inscrições: http://www.ideaonline.com.br/conteudo/13-grande-encontro-sobre-variedades-de-cana.html