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Com contratos já firmados, usinas devem focar na produção de açúcar no início da safra

Postado em 27 de Janeiro de 2021

Das 34 milhões de toneladas que devem ser exportadas este ano, 22 milhões já estariam negociadas em contratos futuros

Tradicionalmente, as usinas de cana-de-açúcar maximizam a produção de etanol no início da safra em função da baixa qualidade da matéria-prima. No entanto, o ciclo 2021/22, que se inicia oficialmente em 1º de abril, deve ser diferente. Com o açúcar batendo 16 centavos de dólar por libra-peso nas últimas semanas, grande parte das usinas aproveitou para firmar contratos futuros com o intuito de aproveitar ao máximo os bons preços da commodity.

Segundo o analista de mercado da Safras & Mercado, Maurício Muruci, das 34 milhões de toneladas de açúcar que devem ser exportadas na próxima safra, 22 milhões já estariam negociadas. “Por conta disso, nesses primeiros meses, as usinas estarão focadas em produzir o adoçante a fim de cumprir esses contratos.”

Essa alta nos preços se deve em função de um possível déficit na ordem de 5 milhões de toneladas para os próximos dois anos, fruto do clima desfavorável no Brasil ao longo do ano passado, que deve reduzir a produção interna em três milhões de toneladas; baixa produção na Tailândia e na Europa e subsídio à exportação menor do que o esperado na Índia. A recuperação dos preços do petróleo também ajudou.

Já a expectativa sobre o mercado de etanol é de que se recupere apenas a partir do segundo semestre, quando a demanda deverá estar mais aquecida e os preços começarem a registrar tendência de alta. “A menor disponibilidade de oferta de etanol num contexto de demanda recuperada a partir de julho deve amparar os preços do biocombustível”, afirma Muruci.

Por Leonardo Ruiz

 


Fonte: CanaOnline