Clipping

Com os preços atuais dos produtos da cana é viável arrendar terras para cultivar cana?

Postado em 12 de Maio de 2020

De acordo com levantamento realizado pelo Pecege – Esalq-USP, só é viável se a produtividade for a partir de 110 toneladas de cana por hectare

O relatório – “Impactos do arrendamento nos custos de produção de cana-de-açúcar”, produzido pelo Pecege – Esalq-USP, aponta que, em média, na safra 18/19:

  1. Os contratos foram firmados em 18 tonelada por hectare (t/ha), com variação entre 10 e 32 t/ha,
  2. Isso representa cerca de R$ 1.245 R$/ha, o equivalente a R$ 17/t ou 15% do custo de produção.
  3. 25% da produção em t/ha é destinada para pagamento dos contratos de arrendamento
  4. A cada 1 t/ha a mais negociada no contrato o custo de produção sobe 1 R$/t
  5. Com os custos de produção vigentes e preços atuais seria necessário produzir a partir de 110 toneladas de cana por hectare para viabilizar a produção

Figura 1 Arrendamento e toneladas de cana por hectare

Figura 2 Contraste entre custo de produção e preço recebido

Outro relatório realizado pelo Pecege – Esalq-USP – “Rentabilidade da produção de cana-de-açúcar por produtores para diferentes modelos de contrato”, informa que, apesar de pautados em único sistema, o Consecana, existem diversas modalidades de comercialização de cana-de-açúcar, como o ATR Fixo, bonificações atreladas a remuneração ou mesmo descontos em prestação de serviços, como o frete.

Na figura 2, é ilustrada uma das análises do material, contrastando o custo de produção com o preço recebido por modalidade.

Em média, na safra 2019/2020 e considerando o cenário proposto, só houve remuneração econômica da produção em contratos de ATR fixo a partir de 110 kg/t e CONSECANA com prêmios a partir de 20%.


Fonte: CanaOnline com informações do Radar Sucroenergético - Pecege – Esalq-USP