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Com prazo de 20 anos e deságio de 80%, Grupo Diné não mexe no coração da dívida com canavieiros

Postado em 13 de Janeiro de 2022

Os produtores de cana credores do Grupo Diné saíram de assembleia nesta quinta (13) com a proposta de receberem R$ 18 mil à vista cada uma, após a homologação, mas sem conseguirem mexer no coração do impasse.

Os donos das usinas Maringá e Santa Rita mantiveram a proposta de pagamento do restante em 20 anos, com deságio de 80%.

Enquanto as três usinas do Grupo Moreno, também paulista, deixaram a recuperação judicial há dois dias, liquidando R$ 1 bilhão em dívidas, o grupo sediado em Araraquara (SP) está em recuperação judicial desde junho de 2020.

A Canasol, que representa os fornecedores de cana araraquarenses, com cerca de R$ 16 milhões pendentes junto à Maringá, considera uma “enorme decepção para quem entregou sua produção e não recebeu”, segundo seu presidente, Luís Henrique Scabello de Oliveira.

Do total de dívidas do grupo, de aproximadamente R$ 4 bilhões, entre todos credores e dívidas trabalhistas, tem o Banco do Brasil com R$ 1 bilhão.

Enquanto a Maringá segue desativada, a Santa Rita, em Santa Rita do Passa Quatro, permanece aberta, mas tinha baixa representatividade no bolo do Diné, e ficou menos ainda na safra anterior, moendo não mais que 1 milhão de toneladas.

Apesar dessa situação e de capacidade ociosa na região, a Canasol entende que, apesar dos prejuízos causados, os canavieiros desta tradicional região produtora já alocam suas produções em outras unidades.

 


Fonte: Money Times