Clipping

Com Renovabio, Brasil terá investimentos de R$ 1,4 trilhão até 2020, diz Feplana

Senado vota hoje, de forma conclusiva, Projeto de Lei do Renovabio

Um novo ciclo virtuoso pode ocorrer no país através da visão estratégica do governo federal e setores empresariais através da valorização e da segurança para investidores na cadeia produtiva do baixo carbono, por meio da criação da Política Nacional do Biocombustível (Renovabio). Tal proposta governamental, em forma de Projeto de Lei (PL 9.086/2017), já passou pela Câmara dos Deputados, e será votado hoje (12) no Senado de forma conclusiva, após sua urgência aprovada na semana passada. 

O relator será o senador pernambucano Fernando Bezerra Coelho. A Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana), entidade que representa 70 mil canavieiros no país, defende e acredita na aprovação diante da previsibilidade que o Renovabio dará ao produtor para investir. A entidade estima que R$ 1,4 tri deve ser investido em usinas de etanol até o ano 2020, na construção de novas e no melhoramento das atuais. 

"Sem previsibilidade, faltará confiança ao investidor, não havendo como aplicar novos recursos na cadeira produtiva de combustível nacional e  limpo. Com o Renovabio, cálculos do setor sucroenergético mostram que haverá investimentos de R$ 1,4 trilhão até 2020", frisou Andrade Lima, em Brasília, na última semana. Ele expôs sobre o Renovabio para presidentes do conjunto de órgãos agrícolas e pecuários em evento da Confederação Nacional da Agricultura (CNA). Durante tal reunião do Conselho Agro da CNA, participaram até gestores do Ministério de Minas e Energia, onde ressaltaram, juntamente com a Feplana, toda relevância do Renovabio.

"Diante dos resultados e expectativas de mercados e negócios que se abrem com o Renovabio, ora expostos, a CNA deliberou que defenderá que ele seja inserido como programa prioritário da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex)", diz Lima. A agência, composto pelo governo e entidades empresariais, atua na promoção dos produtos e serviços brasileiros no exterior e na atração de investimentos estrangeiros para setores estratégicos da economia brasileira.


Fonte: ALEXANDRE ANDRADE LIMA - PRES FEPLANA