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Commodities: Açúcar e algodão acompanham petróleo e têm forte queda em NY

Postado em 26 de Março de 2021

As cotações de açúcar e algodão fecharam em forte queda nesta quinta-feira na bolsa de Nova York, influenciadas mais uma vez pela desvalorização do petróleo. Os contratos futuros do açúcar demerara para julho recuaram 2,92% (45 pontos), para 14,95 centavos de dólar a libra-peso, enquanto os papéis da pluma de mesmo vencimento caíram 4,78% (400 pontos) e encerraram o dia negociados por 79,52 centavos de dólar a libra-peso.

O petróleo do tipo Brent para maio caiu 3,81% nesta quinta, a US$ 61,95 o barril. Incertezas sobre a demanda global pesaram sobre as cotações.

Queda dos preços do açúcar à parte, um levantamento da trading britânica Czarnikow mostrou que o mundo poderá enfrentar restrição de oferta da commodity na safra internacional 2022/23, que começará em outubro do ano que vem. Isso porque a Índia, que vem disputando o posto de maior produtor global com o Brasil, terá que reduzir os subsídios a sua cadeia, ao mesmo tempo em que a demanda por etanol absorverá um volume maior de cana no país — o que poderá oferecer sustentação para as cotações.

Nas negociações do algodão, sinais de demanda fraca também pesaram sobre os preços. Segundo relatório de exportações do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), os americanos negociaram 59,04 mil toneladas de algodão na semana até o dia 18, volume 38% menor que o da semana anterior. Em relação à média das últimas quatro semanas, os embarques cresceram 2%

Ao Valor, a analista Gabriela Fontanari, da StoneX, disse que a valorização do dólar no exterior também compôs o cenário de baixa do algodão. “Um dólar mais forte mina a competitividade da pluma americana em relação à mercadoria de outras origens”, destacou.

Nas negociações do cacau, os lotes futuros com vencimento em maio terminaram o dia cotados a US$ 2.456 a tonelada, avanço de 0,86% (US$ 21). A despeito da alta, a consultoria Barchart lembrou que os operadores ainda acompanham a possível queda na demanda por chocolate na Europa depois que França, Itália e Alemanha ampliaram as restrições para a circulação de pessoas como parte dos esforços para conter o avanço da covid-19.

Nos mercados de café e suco de laranja, os preços encerraram o dia com poucas variações. Os lotes de arábica para maio subiram apenas 0,07% (10 pontos), para US$ 1,261 por libra-peso, e os papéis de suco de mesmo vencimento avançaram 0,04% (5 pontos), a US$ 1,1045 por libra-peso.

 


Fonte: Valor Econômico