Clipping

Commodities agro em recuo com mais incertezas no zigue-zague de notícias

Postado em 4 de Maio de 2020

Os principais ativos agrícolas negociados nos mercados futuros globais aumentaram suas perdas ao longo desta manhã de segunda (4). As incertezas e temores seguem em zigue-zague, com notícias negativas se sobrepondo às poucas e moderadas positivas sobre a covid-19, sobre a economia mundial e sobre a China e o sempre claudicante acordo comercial com os Estados Unidos.

Soja e milho estão a base de menos 1,58%/US$ 8,34 e 1,45%/US$ 3,13, respectivamente. E o açúcar consolida o seu potencial de recuo deixando mais longe a volta aos 11 centavos de dólar por libra-peso. Está em perdendo mais de 4,4%/10,37 c/lp no contrato julho às 14 horas (Brasília).

A China recuou das compras de soja dos americanos, depois de Washington dizer que vai controlar as exportações àquele país de insumos para áreas de tecnologia. A demanda chinesa reforçaria a tendência de enxugamento da oferta global, mais ainda que o plantio da oleaginosa nos Estados Unidos foi visto pelo USDA como em bom estágio.

E o acordo comercial passou ao sinal vermelho, para os operadores, com o crescimento das acusações do presidente Donald Trump sobre a possibilidade de o coronavírus ter sido criado em laboratório de Wuhan e de que os asiáticos poderiam ter controlado sua expansão global.

Ajuda a tirar o peso positivo da reabertura controlada das economias europeias, empanada pelo aumento dos casos de contágios na Rússia, bem como ainda sob dúvida sobre a situação nos Estados Unidos.

O petróleo vinha, na praça de Londres, sob leve impacto positivo e virou para a tabela negativa e depois acelerou o rally: cresce em torno do 0,80% em US$ 26,60 o barril.

O açúcar e o milho são os que mais sofrem impacto direto com a queda do óleo cru. Soma a oferta maior do adoçante internacional, já que o Brasil produzirá menos etanol (em baixa pela gasolina mais barata e pelo baque da procura) e a sobra do cereal nos Estados Unidos consumindo menos na produção do biocombustível.

Por Giovanni Lorenzon


Fonte: Money Times