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Como baixar o custo de produção de etanol utilizando o milho como matéria-prima

Mato Grosso deve liderar, mas até São Paulo terá condições de investir na produção de etanol de milho

A produção de milho no Brasil está em torno de 85 milhões de toneladas. “No mercado interno ficam 55 milhões e o restante é exportado. No ano passado, produzimos 92 milhões de toneladas, e exportamos 34 milhões. Com a produção de etanol com o milho, tende a cair a exportação. O que é muito bom, porque a tonelada de milho exportada gera R$ 270,00. Quando essa tonelada segue para a produção de etanol, a geração de renda é muito maior, só com o biocombustível, o ganho é de R$ 800, mais a produção do DDG (grãos secos por destilação, na sigla em inglês, ou farelo de milho) o total chega a R$ 1.000. Ou seja, gera-se quatro vezes mais receita deixando o milho aqui e o industrializando”, salienta Glauber Silveira da Silva, Vice-presidente da Abramilho e diretor da Aprosoja.

Frente a esse cenário, Glauber defende que a melhor alternativa para o produtor de milho é a produção de etanol e que esse processo será crescente. “Mas não vamos pegar todo o milho e transformar em etanol. Não é assim. Tem que ser um crescimento calmo, sólido e ordenado. É dessa forma que vem ocorrendo. Hoje, no Mato Grosso, temos três usinas flex, uma usina full e, em 2019 mais três usinas serão implantadas: uma em Sinop, outra em Mutum e outra em Deciolândia. Sem falar das usinas de cana instaladas aqui e que devem se transformar em flex ou que operam o ano inteiro com ambas as produções. O MT, nos próximos cinco anos, já deve produzir de três a quatro bilhões de litros de etanol de milho.”

 

A produção do etanol de milho, na visão de Glauber, acontecerá, principalmente nos estados onde há sobra de milho e onde o grão está mais barato. Ele cita como exemplo, além de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás. Mas observa que até mesmo São Paulo, que não é grande produtor, poderá investir no etanol de milho, porque o grão passa pelo estado. Além disso, as usinas paulistas têm sobra de bagaço de cana e terão energia para produzir o etanol de milho na entressafra, reduzindo o custo de produção.

 

“Em São Paulo, o milho custa entre R$ 26 a R$ 30 a saca de 60 quilos e em Mato Grosso está entre R$ 16 a R$ 17. No primeiro momento, pensamos que esse maior valor inviabiliza a produção paulista, no entanto, eles têm energia, logística, maior consumo de etanol e a remuneração do DDG é o dobro de Mato Grosso. Estudos apresentados mostram que, o milho no valor de até R$ 36 é viável investir na produção de etanol e DDG em Mato Grosso. Para são Paulo, é viável o valor do milho até R$ 42 ou R$ 43 o milho. Então, é possível produzir etanol de milho em quase qualquer estado”, diz Glauber.

A experiência paulista com a produção de etanol de milho será apresentada por

José Marcos Lorenzetti, do grupo Zilor, na palestra - Como baixar o custo de produção de etanol utilizando o milho como matéria-prima – que integra a programação do 17º Seminário de Produtividade & Redução de Custos da Agroindústria Canavieira, que o Grupo IDEA realizará nos dias 5 e 6 dezembro, em Ribeirão Preto, SP.

 

Serviço:

17º Seminário de Produtividade & Redução de Custos da Agroindústria Canavieira

Data: 05 e 06 de dezembro de 2018

Local: Centro de Convenções Ribeirão Preto

Endereço: Rua Bernardino de Campos, 999 – Centro – Ribeirão Preto - SP

Mais informações: (16) 3211-4770 ou pelo WhatsApp: LINK DIRETO AQUI

E-mail: eventos@ideaonline.com.br

INSCREVA-SE: CLIQUE AQUI


Fonte: Assessoria