Clipping

Companhia aérea British Airways quer usar combustível 'limpo' a partir de 2022

Postado em 15 de Fevereiro de 2021

O uso de etanol representa uma redução de mais de 70% das emissões de gases de efeito estufa em comparação com o querosene tradicional

A companhia aérea British Airways (BA) anunciou, na última terça-feira (9), uma colaboração com a start-up americana LanzaJet para que alguns de seus aviões voem em 2022 graças a um combustível produzido a partir do etanol.

A British Airways, filial do grupo IAG que também é proprietário da Iberia e Vueling entre outras, afirmou que vai investir, sem especificar uma quantia, nesta jovem empresa que lançará este ano a construção de sua primeira fábrica de uso comercial nos Estados Unidos.

Criada em 2020, a LanzaJet é especializada em um combustível para o transporte aéreo fabricado a partir do etanol - procedente principalmente de resíduos agrícolas - misturado com gasolina, o que o torna menos poluente.

O uso deste combustível representa uma redução de mais de 70% das emissões de gases de efeito estufa em comparação com o querosene tradicional, o que equivale a retirar 27 mil carros a gasolina e diesel da estrada todo ano, afirma BA.

O objetivo é comprar combustível da LanzaJet, entre cujos investidores estão o conglomerado japonês Mitsui e a petroleira canadense Suncor, para alimentar alguns dos aviões de sua frota a partir do final de 2022.

O acordo também prevê estudar a possibilidade de construir uma fábrica de produção no Reino Unido. Entre este e outros projetos, a IAG investirá US$ 400 milhões em combustíveis mais limpos durante os próximos 20 anos.

"Apesar da crise mundial da aviação, é crucial para nosso futuro que continuemos abordando a mudança climática e decididos a fazer nossa parte para reduzir o impacto que temos no planeta", afirmou Sean Doyle, conselheiro delegado da BA.

Enquanto isso, a companhia aérea afirma que já está tomando medidas para reduzir sua pegada de carbono usando aviões que consomem menos combustível ou mediante mecanismos de compensação.

Esses últimos, muito criticados pelas ONGs ambientais, consistem em financiar projetos verdes para equilibrar as emissões. E mais a longo prazo, a empresa está trabalhando em soluções tecnológicas como os aviões de hidrogênio não poluente e a captura de CO2.

 

 


Fonte: AFP - retirado do site Dom Total