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Contratação de crédito rural cresce 14% para R$ 85 bilhões

O aumento de 39% nos financiamentos de comercialização deve-se, especialmente, a preços relativamente inferiores aos praticados na safra passada.

O balanço divulgado nesta sexta-feira pela Secretaria de Política Agrícola (SPA), do Ministério da Agricultura, mostra que os médios e grandes produtores rurais tomaram R$ 85 bilhões em empréstimos por meio do crédito oficial na atual temporada agrícola 2017/2018.

O montante referente aos financiamentos para as atividades de custeio, comercialização, industrialização e investimento entre julho do ano passado e janeiro deste ano representa aumento de 14% em relação ao que foi contratado em igual período da safra anterior.

Segundo o estudo, dos R$ 85 bilhões contratados nos primeiros sete meses desta safra, R$ 63 bilhões foram a juros controlados. Já os financiamentos a juros livres chegaram a R$ 22 bilhões.

Wilson Vaz de Araújo, diretor de crédito e estudos econômicos da SPA, explica que o aumento observado de 39% nos financiamentos de comercialização (para R$ 4,4 bilhões) deve-se, especialmente, a preços relativamente inferiores aos praticados na safra passada, o que leva produtores a estocarem produtos, aguardando melhor oportunidade de comercialização. “Nesse quesito, os destaques foram o milho, café, arroz e leite.”

O crédito de investimento somou R$ 17 bilhões. Dentro dos programas de financiamentos de investimento, Wilson Vaz de Araújo cita o desempenho favorável dos programas ABC (Agricultura de Baixa Emissão de Carbono), PCA (Programa para Construção e Ampliação de Armazéns), Inovagro (Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica na Produção Agropecuária) e o Pronamp (Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural).

“Por serem programas destinados a melhorar a infraestrutura produtiva, assim como adoção de boas práticas agropecuárias, a retomada desses investimentos implicará em ganhos de produtividade no curto e médio prazo”, observou.

As contratações de crédito rural com recursos provenientes da emissão da Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) também tiveram destaque no período, com aumento de 71% a taxas favorecidas, totalizando R$ 8,9 bilhões ante R$ 5,2 bilhões do período passado.

POR REDAÇÃO GLOBO RURAL


Fonte: Globo Rural