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Coopercitrus prevê crescimento menor em 2019

A queda das cotações de commodities como café e açúcar, aliada à quebra na produção de soja por causa do clima adverso, deverão reduzir o crescimento da Coopercitrus neste ano, mas ainda assim o ritmo continuará forte.

Após ver sua receita crescer 29% em 2018, para R$ 4,1 bilhões, o avanço esperado em 2019 é de 17%, para R$ 4,8 bilhões. As sobras da cooperativa sediada em Bebedouro, no interior paulista, somaram R$ 112,5 milhões no ano passado.

"Diluímos as despesas fixas por meio de parcerias e ampliamos a participação em insumos e a diversificação das atividades. Mas, neste ano, o faturamento vai sentir o efeito da menor produção de soja", afirmou o presidente da Coopercitrus, Fernando Degobbi, ao Valor.

Segundo ele, a colheita do grão deverá registrar quebra de 25% na área de atuação da cooperativa. Os associados deverão entregar 260 mil toneladas da oleaginosa, 7,1% a menos que no ciclo passado.

Entre as commodities que tiveram maior redução nas cotações está o café, que responde por 14% do faturamento da cooperativa. "Os preços estão bem complicados e, muitas vezes, abaixo dos custos de produção" disse. "Vamos precisar de criatividade para honrar compromissos e colaborar para a redução dos custos de produção", afirmou.

Neste ano, a Coopercitrus espera negociar 1,2 milhão de sacas de café – entregues por 7,5 mil cafeicultores cooperados -, alta de aproximadamente 30% ante ao ano passado, apesar da bienalidade negativa da safra 2019/20. Na área de atuação da cooperativa, 900 mil hectares são dedicados ao café, 450 mil dos quais de associados.

Por outro lado, Degobbi espera boas notícias na área de cana-de-açúcar, que deverá registrar aumento de produtividade de 5% a 7% na safra 2019/20, que começa em abril.

A cooperativa também passará a contar com duas novas unidades neste ano. Uma em Alfenas, em Minas Gerais, e outra em Itumbiara, a primeira em Goiás. Em Minas o foco será o café, com armazém para recebimento de grãos em parceria com a trading chinesa Cofco International, que armazenará os grãos e terá preferência na compra.

Em Goiás a unidade, que deverá ser inaugurada em dois meses, terá como foco o armazenamento de insumos. A cooperativa afirma que é, hoje, a segunda maior vendedora de defensivos do país e que movimentou R$ 1,1 bilhão em 2018 neste segmento.

Por Marcela Caetano

 

 

 

 


Fonte: Valor Econômico