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Cosan lucra R$ 638 milhões no trimestre, alta de 524%

Postado em 17 de Maio de 2021

A Cosan registrou lucro atribuído aos controladores de R$ 638,8 milhões no primeiro trimestre, o que representa salto de 524% em relação ao mesmo período de 2020.

O lucro líquido ajustado, no padrão proforma, cresceu 17,9%, somando R$ 764,6 milhões. A Cosan afirma, em relatório que acompanha as informações trimestrais, que o resultado reflete melhora operacional, redução de despesas financeiras e recebimento de créditos fiscais da Comgás, relacionados a base de cálculo de ICMS em São Paulo.

A receita de vendas cresceu 34,5%, para R$ 4,71 bilhões. A receita líquida proforma somou R$ 22,5 bilhões no período, alta de 14,7%.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) proforma foi de R$ 2,2 bilhões entre janeiro e março, o que representa alta de 11,9% em relação ao mesmo período do ano passado. No critério ajustado, o Ebitda ajustado proforma somou R$ 2,6 bilhões, alta de 8%.

A Raízen Renováveis registrou queda de 26,1% no Ebitda ajustado, para R$ 571,4 milhões. O resultado foi impactado pela menor contribuição de revenda de energia elétrica. A Raízen Açúcar também viu o Ebitda ajustado cair, em razão do menor volume da entressafra. O montante foi de R$ 508 milhões, queda de 34%.

A Comgás teve Ebitda ajustado de R$ 591,6 milhões, avanço de 2,1%. O indicador foi impulsionado pelo aumento do volume total de gás distribuído de 7,4%, para 1,1 milhão de metros cúbicos, incluindo alta de 7,5% no segmento industrial. Com o aumento da distribuição da Comgás, o Ebitda da Compass Gás e Energia foi de R$ 188 milhões, alta de 68% no comparativo anual.

O volume transportado pela Rumo no trimestre atingiu 13,9 bilhões de TKU (tonelada por quilômetro útil), alta de 13%. Com isso, o Ebitda ajustado da Rumo cresceu 29,8%, para R$ 832,1 milhões.

A Moove somou Ebitda de R$ 188 milhões, alta de 67,9%. O indicador foi impulsionado pela alta de 18,2% no volume vendido.

O nível de alavancagem, medido pela razão entre a dívida líquida e o Ebitda, foi de 3,1 vezes ao final do trimestre passado. No primeiro trimestre de 2020, o indicador era de 2,4 vezes.

O consumo de caixa foi de R$ 3,76 bilhões no período, ante os R$ 801,2 milhões do primeiro trimestre de 2020.


Fonte: Valor Econômico