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Cosan registra prejuízo líquido de R$ 64,3 milhões no 2º trimestre

A Cosan registrou prejuízo líquido de R$ 64,3 milhões no segundo trimestre de 2018, queda de 15,4% ante o prejuízo de R$ 76 milhões de igual período de 2017. O período, entre abril e junho deste ano, corresponde ao primeiro trimestre da safra 2018/2019 de cana-de-açúcar, um dos principais ramos de atividade da companhia. A companhia relatou lucro ajustado proforma de R$ 26,7 milhões, ante lucro proforma de R$ 24,5 milhões no primeiro trimestre de 2017, alta de 9%.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da Cosan somou R$ 803 milhões no segundo trimestre de 2018, contra R$ 804,2 milhões no mesmo período de três meses de 2017, leve recuo de 0,1%. O Ebitda ajustado proforma atingiu R$ 1,036 bilhão, queda de 8% na mesma base de comparação.

A receita líquida da Cosan foi de R$ 13,474 bilhões entre abril e junho, alta de 15,8%. Os investimentos somaram R$ 481,8 milhões no trimestre, ante R$ 424,7 milhões no segundo trimestre de 2017, avanço de 13,4%. Já a dívida líquida aumentou 13,1% entre os períodos, para R$ 10,876 bilhões. Com isso, a alavancagem, medida pela relação dívida líquida/Ebitda, fechou em 30 de junho em 1,8 vez, ante 2,1 vezes na mesma data do ano anterior.

Os resultados proforma consideram 50% da participação da companhia na Raízen Energia e Combustíveis, principais atividades da Cosan, as quais a companhia mantém sociedade com a Shell no Brasil.

Divisões

Em relatório, a Cosan informou que a Raízen Combustíveis obteve Ebitda ajustado de R$ 541 milhões no segundo trimestre de 2018, queda de 3% em relação a igual período de 2017. O resultado, de acordo com a companhia, foi influenciado por uma perda de R$ 200 milhões em decorrência da greve dos caminhoneiros. “Esta perda ocorreu em função da necessidade de repasse integral de descontos aplicados aos estoques de diesel existentes à época, em atendimento ao pleito do governo para o reabastecimento do mercado após o fim da greve. Por consequência, a margem de comercialização do diesel foi negativamente afetada, além de gerar gastos operacionais e logísticos não previstos”, informou. 

Mesmo com a greve, a receita líquida total da divisão de combustíveis foi R$ 19,6 bilhões no segundo trimestre do ano, aumento de 13% sobre o mesmo período do ano anterior, “reflexo do maior preço médio de vendas de todos os produtos (+15%), parcialmente compensado pelo menor volume vendido no período (-2%)”, informou a companhia.

Açúcar e etanol

Na Raízen Energia, braço sucroenergético da empresa, a receita líquida ajustada cresceu 21% entre os trimestres, para R$ 4,085 bilhões. A receita com a venda de açúcar caiu 51,5%, para R$ 722,8 milhões, e o faturamento com etanol cresceu 0,6%, a R$ 1,624 bilhão na mesma base de comparação. O destaque foi a alta de 53% no faturamento com cogeração na empresa, para R$ 304 milhões, e com as vendas de “outros produtos e serviços”, que variou de R$ 71 milhões para R$ 1,434 bilhão entre os períodos. “A receita líquida ajustada do 2º trimestre, excluindo a de outros produtos e serviços, foi de R$ 2,7 bilhões (-20%)”, informou a Cosan.

O Ebitda ajustado da Raízen Energia caiu 39,3%, para R$ 488,2 milhões. O capex do braço sucroalcooleiro no trimestre foi de R$ 480,7 milhões, alta de 14,2%, graças ao maior dispêndio com a manutenção de lavouras e plantas industriais.

A empresa iniciou a safra 2018/2019 com moagem de 22,3 milhões de toneladas de cana no trimestre, alta de 16% sobre o segundo trimestre de 2017, o primeiro da safra 2017/2018, mesmo com dois dias de paralisação da moagem por causa da greve dos caminhoneiros.


Fonte: Estadão Conteúdo