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Cosan vê boas perspectivas no negócio de distribuição de combustíveis e proximidade em 2021

Postado em 18 de Maio de 2021

Gerente executivo de RI da companhia falou com investidores para comentar o resultado

Depois reportar melhora da rentabilidade no negócio de marketing e serviços, que compreende a operação de distribuição de combustíveis da Raízen (exceto etanol), lojas de proximidade e refino e distribuição na Argentina, a Cosan se diz otimista com a evolução das oportunidades de negócio no restante do ano, disse há pouco o gerente executivo de Relações com Investidores da companhia, Phillipe Casale, em teleconferência com analistas para comentar o desempenho nos três primeiros meses do ano.

De janeiro a março, o resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) da unidade de negócios chegou a R$ 1 bilhão, com alta de 48,3% na comparação anual e de 12,2% frente ao quarto trimestre. No Brasil, o Ebitda totalizou R$ 696,4 milhões, alta anual de 22,5%, enquanto na Argentina o resultado mais que dobrou, para R$ 339,9 milhões.

“Estamos otimistas com as oportunidades de negócio para o restante do ano, em linha com as projeções anunciadas”, disse o executivo.

No início do ano, observou, novas restrições à circulação no país tiveram impacto na demanda do ciclo Otto (etanol e gasolina), com queda de 3,2%, mas o consumo de diesel permaneceu forte com evolução anual de 14%. Segundo Casale, essa expansão foi resultado da estratégia comercial da Raízen e da maior demanda no setor agrícola.

Em combustível para aviação, acrescentou, houve recuperação sequencial, mas os volumes ainda estão muito abaixo da média histórica. “Readequamos nossas operações para que o novo patamar de demanda em aviação seja atendido e estamos prontos para captar novos volumes com a retomada do setor”, disse.

Especificamente no Brasil, a estratégia de suprimento e comercialização de combustíveis no trimestre levou à melhora da rentabilidade, apesar dos volumes menores de venda. No intervalo, a margem Ebitda por metro cúbico no país chegou a R$ 112, comparável a R$ 91 um ano antes e também no quarto trimestre.

Conforme Casale, o avanço nas margens deve-se também ao foco em eficiência operacional.
No negócio de lojas de proximidade, o grupo Nós, joint venture entre Raízen e Femsa, houve aceleração da abertura de lojas sob as bandeiras Oxxo e Shell Select, com adição líquida de 65 pontos de venda no trimestre.
Na Argentina, houve melhora sequencial de demanda de combustíveis e rentabilidade, com expansão do consumo tanto no varejo quanto no segmento empresarial.


Conteúdo originalmente publicado pelo Valor PRO, serviço de notícias em tempo real do Valor Econômico


Fonte: Valor Investe (17/05)