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Créditos de carbono do RenovaBio são negociados por menos de US$ 3

Postado em 30 de Junho de 2020

Em duas operações concluídas na semana passada, créditos de carbono do RenovaBio, os CBIOs, foram negociados a R$ 15 por título, equivalente a US$ 2,77 no câmbio desta segunda (25), de R$ 5,40 por dólar.  Foram comercializados quatro mil créditos, de acordo com dados da B3, totalizando R$ 60 mil.

A B3 não identifica emissores e compradores de CBIOs. As distribuidoras, contudo, precisam comprovar a aquisição de CBIOs conforme o rateio das metas anuais, proporcional à venda de combustíveis fósseis.

Atualmente, as metas do RenovaBio para 2020 estão em revisão, diante da crise provocada pela covid-19. A pandemia afetou, especialmente, a demanda por etanol hidratado e gasolina, mas também causou distúrbios no diesel e biodiesel.

O governo está propondo um corte de 50% na meta para o ano, relativo à 2020 e sobras de 2019, quando o programa não estava totalmente em operação.

Mercado apostava em US$ 10 antes da crise

Um valor que vinha sendo estimado pelo mercado para os créditos de carbono do RenovaBio era da ordem de US$ 10 por CBIO. Foi o valor escolhido para a operação simbólica feita pela Datagro, há duas semanas.

Em nota, a consultoria afirmou na época que os CBIOs serão utilizados para neutralizar as emissões de carbono relacionadas aos eventos realizados em 2020. Cada crédito corresponde ao abatimento de 1 tonelada de carbono. A compra foi feita por meio da Datagro Conferences, por R$ 50, equivalentes a US$ 9,92 no câmbio do dia da operação.

“Na Califórnia, esta semana cada tonelada de carbono relacionada ao programa Low Carbon Fuels Standard foi negociada pelo valor de 212 dólares”, informou a Datagro.

“[As aquisições de CBIO] estimulam o aumento de eficiência energética e ambiental, e não só irão ajudar a limpar o planeta, mas também a reduzir o preço do combustível para o consumidor”, afirmou Luiz Felipe Nastari, diretor da unidade de negócios, no comunicado.

Os créditos foram negociados com a Adecoagro, que produz etanol e usinas no Mato Grosso do Sul e Minas Gerais. A escrituração foi feita por meio do Santander.


Fonte: Epbr