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Datagro: Abertura da safra de cana-de-açúcar 21/22

Postado em 10 de Março de 2021

O evento Santander/ DATAGRO - Abertura da Safra de Cana, Açúcar e Etanol 21/22 iniciou hoje (10) e vai até amanhã (11). O destaque de todos os participantes da abertura girou em torno das grandes vantagens comparativas que o país tem com o etanol em sua matriz energética, e os desafios a serem enfrentados. Foi destacado a necessidade de definir a tributação do Renovabio, tornar o CBIO uma referência mundial no mercado de carbono, uma discussão maior em relação aos preços dos combustíveis e uma reforma tributária que garanta a diferenciação para o combustível limpo e renovável do fóssil.

Os dois ministros presentes, Bento Albuquerque, Ministro de Estado de Minas e Energia, e Ricardo Salles, do Meio Ambiente, destacaram que o RenovaBio inaugurou uma nova perspectiva para o setor, capaz de orientar investimento com a expansão da oferta de etanol e maior segurança energética. Bento Albuquerque ressaltou que as metas de CBIOS para este ano está confirmada em 24 bilhões. Informou que já tem uma reunião agendada com o comitê do Renovabio para 10 de julho, a fim de definir as metas compulsórias das distribuidoras para 2022, que posteriormente será enviada para consulta pública, dentro de um processo realizado no período de 30 dias até a definição.

Bento Albuquerque ressaltou que 2021 ainda tem uma agenda importante junto no CNPE com a proposição do programa Combustível do Futuro, para implementação de medidas de utilização de combustíveis sustentáveis de baixa intensidade de carbono. Já o ministro, Ricardo Sales, disse que o país tem uma situação privilegiada em relação aos outros países e que os benefícios gerados pelo Renovabio devem contemplar todos os elos da cadeia produtiva. O melhor para o mercado brasileiro, segundo ele, é o veículo flex não a eletrificação pura. “Talvez o transporte coletivo poderia ter algum incentivo, mas de resto temos que prestigiar sempre o setor sucroenergético”.

Mais destaques da solenidade de abertura

O vice-presidente executivo do Santander, Mário Opice Leão, salientou o RenovaBio como exemplo de programa que une o agronegócio e a sustentabilidade, e antecipou que o banco prepara o lançamento de uma publicação dedicada à Política Nacional de Biocombustíveis.

Já o deputado federal Arnaldo Jardim, um dos principais parlamentares ligados ao setor sucroenergético, elencou, em sua participação, alguns desafios do segmento, como, por exemplo, a tributação incidente sobre os CBios - que não está totalmente equacionada, segundo ele -, bem como que a cadeia produtiva precisa estar disposta a discutir de modo mais enfático o cenário de aumento no preço dos combustíveis.

Também presente à transmissão, o presidente da Unica, Evandro Gussi, frisou a envergadura do RenovaBio, o potencial dos CBios como ativos para o mercado de créditos de carbono e o começo de um entendimento por parte da indústria automobilística instalada no país, que a eletrificação da frota, de acordo com o modelo europeu, não é a mais indicada para o Brasil.

Ademais, o presidente do Fórum Nacional do Setor Sucroenergético, André Rocha, lembrou da importância da manutenção de ações de comunicação como processo imprescindível para valorização do etanol.

Por fim, o presidente da DATAGRO, Plinio Nastari, fez um breve balanço da safra 2020/21, que está se encerrando, bem como registrou algumas expectativas para o novo ciclo. "A temporada 2020/21 foi extremamente desafiadora, devido à pandemia, clima, volatilidade nos mercados, oscilações no câmbio, mas o setor sucroenergético se manteve firme, e entregou produção recorde tanto em açúcar e etanol, bem como cumpriu o objetivo de implantação do primeiro ano do RenovaBio. A despeito dos efeitos do clima, que também impactam este novo ciclo, a safra 2021/22 também promete ser exitosa."

Foi informada a estimativa da próxima safra do Centro-Sul 21/22, que se inicia em abril, com uma queda de 3,2% na moagem da cana ou 586 milhões de toneladas; uma redução na produção de açúcar de 4,7% ou 36,7 milhões de toneladas e uma diminuição na produção de etanol de 4,1% ou 29,4 bilhões de litros.

Também participaram da cerimônia o prefeito de Ribeirão Preto, Duarte Nogueira; Alenxadre Andrade (Feplana), Luiz Carlos Jorge (CeiseBR) e Denis Arroyo (Orplana).

 


Fonte: Portal Datagro/Gerência Comunicação SIAMIG