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Demanda por biocombustíveis caiu cerca de 35% no Brasil e usinas de etanol de milho devem ajustar produção

Postado em 27 de Abril de 2020

Unem destaca que até o momento não houve paralisações e nem demissões no setor e que cada usina vai avaliar quais serão seus próximos passos. Expectativa era de uso de 7 milhões de toneladas de milho, mas taxa deve ficar nas 6 milhões da última safra

As paralisações e desacelerações do comercio e indústria devido à pandemia do Covid-19 já impactaram na redução de cerca de 35% na demanda de biocombustíveis no Brasil. Dentro deste setor, o etanol de milho também enfrenta crise neste momento.

Segundo o presidente da Unem (União Nacional do Etanol de Milho), Guilherme Nolasco, a expectativa é que o mercado volta a ser aquecido no segundo semestre e, até lá, cada usina deve estabelecer seu próprio planejamento e estratégias para enfrentar este momento.

Nolasco destaca que não houve paralisações e nem demissões no setor e que a projeção de acréscimo no volume de milho esmagado para a próxima safra deve ser reduzido diante deste cenário, saindo da projeção de 7 milhões de toneladas para as mesmas 6 milhões registradas nesta safra.

A liderança aponta ainda que, o mercado está comprado neste momento (o Mato Grosso, por exemplo, registra 78% da próxima produção já negociada) e novas movimentações podem ser retomadas após a volta da demanda ao normal, mas este momento é de analise e de aguardar os desdobramentos do cenário.

Por fim, as três usinas que deveriam ser entregues até o final de 2020 seguem com os trabalhos em andamento, mesmo que de maneira mais cadenciada, e que o eventual início das operações deverá ser decidido de acordo com o panorama que estiver vigente ao final do ano.


Fonte: Notícias Agrícolas