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Diana Bioenergia espera melhor produtividade com controle de pragas e adiamento de início de moagem

A Diana Bioenergia, de Avanhandava/SP, espera uma produtividade melhor para a safra 2019/2020 quando comparada à temporada anterior. Segundo o gerente agrícola da unidade, Lucas Kellner, a melhora no índice de tonelada de cana por hectare (TCH) se deve a dois principais fatores: um melhor controle de pragas e o retardamento no início da colheita desta safra.

Ainda segundo Kellner, "os resultados de nossas consultorias mostram que nossos canaviais estão melhores do que no ano passado, devido a um controle de pragas bem feito e nossa decisão de começar a safra em maio/2019, o que deve resultar em um TCH melhor do que o do ano passado mesmo considerando que estamos com uma idade média do canavial de 4,6 anos, um canavial mais velho".

De acordo com o gerente da Diana, o controle de pragas, principalmente a cigarrinha e a broca, foi muito bem feito, além da aplicação mais efetiva de inseticidas preventivos. "Conseguimos atacar as pragas na hora certa e com produtos certos".

O aumento do período vegetativo do canavial, com o adiamento para maio do início da safra, também deve representar, na visão das consultorias contratadas pela Diana Bioenergia, em ganhos de produtividade.

Plantio manual

Outra prática que tem sido adotada pela Diana Bioenergia é o retorno do plantio manual de cana, o que, segundo eles, impacta positivamente, também, nos resultados. "Esse ano tivemos uma área grande de expansão que vai contribuir com uma melhora de nossa idade média. Já no quesito plantio mecanizado, reduzimos a prática e finalizamos com apenas 12% do total plantado", explica o gerente agrícola informando, ainda, que no próximo ano a usina quer eliminar por completo o plantio mecanizado.

Para esta expectativa de melhoria no TCH, a Diana Bioenergia leva em conta ainda, além dos procedimentos já enumerados acima, uma melhor escolha de variedades e um replantio com MPB (mudas pré-brotadas) fabricadas na própria unidade com custo mais baixo, em áreas de 3º corte, cobrindo falhas de brotação.

Com todas estas ações, a Diana Bioenergia espera, além da melhora na produtividade, numa melhoria na qualidade da matéria-prima a ser colhida na atual safra, o que deve impactar, de forma considerável, no produto final da usina. "Trabalhamos hoje com um mix de 53% da cana-de-açúcar direcionada para a produção de açúcar na atual temporada", finaliza Kellner.

Rogério Mian

 


Fonte: Agência UDOP de Notícias