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Dispara a venda antecipada de açúcar da safra 2020/21

Postado em 7 de Fevereiro de 2020

As usinas sucroalcooleiras brasileiras fixaram até 31 de janeiro os preços de exportação de 62% do volume de açúcar que deverá ser embarcado na safra 2020/21, segundo levantamento da consultoria Archer Consulting. No fim de novembro, o percentual estava em 28,1%. Na média dos últimos cinco anos, a comercialização antecipada, nesse período do ano, foi de 39,8% dos volumes totais.

O volume comprometido com exportações para a próxima safra, que começará em abril, somava 12 milhões de toneladas no fim de janeiro, ante 10,2 milhões um ano antes. Em dois meses, portanto, as usinas fixaram o preço de exportação de mais de 6,5 milhões de toneladas para a próxima temporada. 

Para calcular o percentual de fixação das exportações da safra 2020/21, a Archer Consulting adota como premissa que o Brasil vai embarcar 19,5 milhões de toneladas.

Segundo a consultoria, o preço médio dessas fixações foi de 13,67 centavos de dólar por libra-peso. Para os produtores, considerando o prêmio de polarização (relacionado à qualidade do açúcar) e o valor posto no porto de Santos, isso significa, em média, R$ 1.292 por tonelada.

Os preços superam os registrados um ano atrás, quando o valor médio das fixações foi de 13,08 centavos de dólar, o que para os produtores significava R$ 1.163 por tonelada.

A valorização do açúcar em reais, que tem estimulado as usinas a acertarem os preços de exportação com as tradings, refletiu em janeiro tanto a apreciação do dólar ante o real como a alta da commodity na bolsa de Nova York. Na, bolsa, o volume negociado no mês superou 4,6 milhões de contratos, o dobro do volume de dezembro.


Fonte: Valor Econômico