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Disputa política empurra o Rota 2030 para o acostamento

É crescente o risco de que o Rota 2030, o controverso regime do setor automotivo, seja empurrado para o próximo governo. A data de hoje é vista pela própria indústria automobilística como o Dia D para o imbróglio. Ontem, segundo o RR apurou, a bancada baiana – à frente o deputado José Carlos Aleluia (DEM) – se mobilizou para esvaziar a reunião da Comissão Mista do Congresso prevista para esta terça-feira, com o objetivo de apreciar a Medida Provisória 843/2018. Trata-se da MP que dá origem ao Rota 2030.

O cavalo de pau dos parlamentares baianos tem como intuito o adiamento da sessão por falta de quórum, o que aumentaria as chances de a MP caducar sem ser votada no Parlamento – o prazo final é 16 de novembro. O pano de fundo é o duelo entre Bahia e Pernambuco, ou melhor, entre Ford e Fiat, que mantém fábricas nos respectivos estados.

A bancada baiana alega que o senador Armando Monteiro (PTB-PE) apresentou uma emenda ao artigo 11 da MP com o deliberado propósito de favorecer a montadora italiana. Pela proposta de Monteiro, as empresas automotivas que apresentarem, até 30 de junho de 2019, planos de novos investimentos no âmbito do Regime Automotivo do Desenvolvimento Regional do Nordeste farão jus a crédito presumido que será abatido no IPI devido.

No Congresso, a mudança já ganhou a alcunha de "emenda Fiat". A montadora italiana – e, na região, apenas a Fiat – já tem um projeto engatilhado


Fonte: Relatório Reservado