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Dourados vai receber ferrovia que liga MS ao Porto Paranaguá

Postado em 21 de Dezembro de 2020

Ferrovia terá terminal em Maracaju e um ramal intermediário em Dourados até chegar ao Porto de Paranaguá

Estudo técnico deverá definir a construção de um ramal da Nova Ferroeste, na B3, passando por Dourados. O secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro), Jaime Verruck, disse que a proposta inicial era um terminal em Maracaju, no entanto, como o volume de cargas entre aquele município e Guaíra é significante, a segunda maior cidade de Mato Grosso do Sul poderá ser ramal intermediário.

“Existe um posicionamento de Governo do Estado que entre o trecho de Guaíra e Maracaju existe a necessidade de ter um outro terminal. Porque tem volume de carga, e tem todas aquelas indústrias de etanol. A partir de janeiro nós vamos fazer o estudo sobre onde seria localizado, sob o ponto de vista técnico, outro terminal”, explica.

Em agosto de 2020, foi firmado um convênio pelos estados e recentemente, reunião por videoconferência entre os governadores de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, do Paraná, Ratinho Júnior, e da ministra de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, a evolução dos estudos da Nova Ferroeste foram apresentados e de acordo com o relatório de Viabilidade Econômica e Ambiental (Evetea), ficou definido a capacidade de carga com potencial de 40 milhões de toneladas a serem exportados através da Ferroeste.

A próxima etapa do projeto será a contratação do Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA), que é a pesquisa que viabiliza ou não a implantação de um empreendimento próximo de áreas preservadas. A construção da ponte sobre o Rio Paraná prevê passar por oito áreas indígenas e duas quilombolas. Reinaldo pediu essa semana que os trâmites sejam acelerados e assim, cheguem até a etapa final de leilão da Nova Ferroeste, previsto para novembro de 2021.

“A gente sabe que projetos de concessões e privatizações são projetos que demandam tempo e energia, mas podemos potencializar e abreviar o tempo para culminar com o leilão na B3”, disse. Já existe uma concessão vigente para a ferrovia, e vai até 2079, com estimativa inicial de R$ 8 bilhões de investimentos, sendo que em torno de R$ 3 bilhões são voltados paras as obras no percurso dentro do Estado de Mato Grosso do Sul. Em termos de empregos, a expectativa é que sejam gerados mais de 1 mil durante o período de construção.

Na visão do chefe do Executivo estadual, o empreendimento é um projeto estruturante que aumenta a competitividade tanto para MS, quanto ao PR. “Maracaju é o ponto de conexão da Malha Oeste com a futura Ferroeste. Nós temos aí o potencial de minério, produção de etanol e principalmente, através da refinaria do Paraná, a importação do diesel e gasolina. Então é uma nova ferrovia com uma conexão extremamente competitiva aos nossos estados”.

A ministra Tereza Cristina, destacou que “a ferrovia surge com esse potencial inicial, mas depois outras cargas vão chegando e se incorporando. Se a ferrovia tem boa gestão, com certeza vai agregar outras cargas. Esse é um projeto que o governador Azambuja e o governador Ratinho tem que deixar para a história das suas gestões. Estou absolutamente a disposição para ajudá-los”.

 

 


Fonte: O Progresso - Dourados