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Economista aponta alta no combustível, com litro da gasolina chegando a R$ 5 em Ribeirão Preto

Economista aponta tendência de alta no preço do combustível em Ribeirão Preto (SP) provocada por incertezas políticas e econômicas, e pela disparada do dólar, que nesta quinta-feira (13) atingiu a maior cotação desde o começo do plano real, fechando a R$ 4,19.

Especialista em estrutura de mercado e planejamento estratégico, José Carlos de Lima Junior disse não descartar que o litro da gasolina, por exemplo, seja vendido a R$ 5 nos postos do interior de São Paulo até o final do ano.

Lima Junior explica que a maioria da gasolina e do diesel vendidos no Brasil é importada, por isso o preço final acaba sendo influenciado não só pela cotação do barril de petróleo, como pela oscilação do câmbio. Nesta quinta, a moeda norte-americana subiu 1,11%.

“No início de janeiro desse ano já era provável que a atual política de repasse dos barris internacionais para cotação dos derivados no Brasil alcançasse o patamar de R$ 5 o litro da gasolina, fato que está se comprovando em alguns centros, como é o caso de São Paulo”, diz.

Dados da Agência Nacional de Petróleo (ANP) apontam alta no preço do combustível em Ribeirão, na comparação com o mesmo período do ano passado. O litro da gasolina é vendido entre R$ 4,62 e R$ 4,79, cerca de R$ 0,90 mais caro do que em setembro de 2017.

O litro do diesel, por sua vez, varia de R$ 3,49 a R$ 3,79, cerca de R$ 0,50 mais caro que no mesmo período do ano passado. Já o litro do etanol está custando entre R$ 2,62 a R$ 2,79, quase R$ 0,26 mais caro que em setembro de 2017.

Para o economista, a tendência de alta a partir de novembro é ainda maior, porque é nesse período que termina a safra da cana-de-açúcar e o estoque das usinas diminui. Lima Junior destaca ainda que a produtividade dos canaviais também foi menor esse ano.

Por outro lado, o especialista defende que o preço na indústria se manteve estável em relação ao ano passado, sinalizando que o aumento está nas distribuidoras e nas revendedoras, os postos de combustível.

“No Brasil como um todo, são três grandes distribuidoras que acabam precificando, de certa maneira, o preço do litro. Portanto, é plausível a gente considerar que a margem da maioria, que está sendo acrescida no litro e comercializada para os consumidores, tem ficado, com certeza, na distribuição e nos postos que comercializam o produto”, diz.

Vice-presidente da Brascombustíveis, Renê Abad reconhece que a política de reajustes de preço da Petrobrás tem influenciado muito no valor da gasolina nas bombas, mas defende que o etanol não deve sofrer aumento, pelo menos por enquanto.

“Vai depender muito do comportamento dos preços no início da cadeia, para a gente dizer o que vai acontecer na sequência. Agora, posso dizer que hoje, no caso do etanol, não deve haver grandes solavancos, porque a produção está sendo muito boa. Acredito que não é fator de produção”, diz.

 


Fonte: Portal G1