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Em MS, FGTS em atraso dos maiores devedores passa de R$ 122 milhões

Em MS, FGTS em atraso dos maiores devedores passa de R$ 122 milhões
Lista com FGTS inscritos em dívida ativa conta com 3.844 empresas somente em Mato Grosso do Sul

Por Gabriel Neris e Kleber Clajus

A soma em atraso de FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) envolvendo somente os maiores devedores de Mato Grosso do Sul passa dos R$ 122 milhões. Ao todo são 31 empresas que juntas deixaram de pagar R$ 122.920.524,09 de acordo com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional.

A lista com FGTS inscritos em dívida ativa conta com 3.844 empresas somente em Mato Grosso do Sul, conforme o sistema da PGFN.

O procurador-chefe da Fazenda Nacional no Estado de Mato Grosso do Sul, Flávio Garcia Cabral, esclarece que “ainda não foram inscritos em dívida ativa da União, o que demonstra que o valor da dívida é ainda maior”.

“O papel da Procuradoria da Fazenda Nacional tem sido fundamental na busca desse crédito, seja de maneira amigável ou mesmo judicialmente por meio de ações de execução fiscal”, completou.

Das dez empresas mais devedoras, pelo sete são usinas. Entre elas estão Agrísul Agrícola, São Fernando Açúcar e Álcool, Companha Brasileira de Açúcar e Álcool, Infinity Agrícola, Usina Naviraí S/A – Açúcar e Álcool e Emac Empresa Agrícola.

Levantamento do portal UOL aponta que existem cerca de 213 mil devedores do FGTS no país, montante que chegou a R$ 27,8 bilhões em abril em dívidas ativas cobradas pela PGFN. Os 15 maiores devedores, juntos, atingiram cerca de R$ 2,17 bilhões em dívidas.

Outro lado – Dentre as usinas citadas, a São Fernando Açúcar e Álcool decretou falência em junho do ano passado, já a Usina Naviraí S/A e Infinity Agrícola foram assumidas pela gestora americana de fundos Amerra Capital Management em dezembro, depois de dois anos em recuperação judicial e com dívidas superiores a R$ 2 bilhões.

Em nota, a Agrísul Agrícola e a Companha Brasileira de Açúcar e Álcool ressaltaram que tem liquidado seus débitos por meio de acordos judiciais na Justiça do Trabalho. Ambas pontuaram que "as informações estão totalmente desatualizadas", bem como continuam "fechando acordos em cada ação e efetuando liquidações de todas as verbas, inclusive FGTS pendentes, e em breve estaremos com todas as pendencias liquidadas". Há um pedido extrajudicial das empresas, datado de julho de 2017, cobrando a atualização dos dados pela Caixa Econômica Federal, sob pena de adoção de medidas judiciais.


Fonte: Campo Grande News (18/05)