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Embora legal, mistura de herbicidas no tanque pode causar sérios prejuízos ao manejo de plantas daninhas

Postado em 29 de Setembro de 2020

Quando disponíveis, produtor deve sempre optar por formulações prontas, que garantirão melhor homogeneidade de aplicação e maior eficácia de controle

A mistura de diferentes herbicidas no tanque, minutos antes da pulverização, é uma prática comum no meio rural. Estimativas apontam que 97% das propriedades fazem uso deste procedimento, visando a diminuição do número de entrada nas lavouras e, consequentemente, redução do consumo de combustível, da mão de obra e da compactação do solo. Economia de tempo, ampliação do espectro de controle e da atividade residual e atraso na evolução de resistência também são benefícios almejados pelos produtores adeptos à técnica.

Embora não seja ilegal – a prática foi regulamentada pelo MAPA em outubro de 2018 através da Instrução Normativa Nº 40 -, a mistura de tanque deve ser realizada com o máximo de cautela e apenas após um profundo estudo sobre as possíveis interações entre os princípios ativos a serem utilizados em conjunto, já que elas podem se manifestar de forma aditiva, antagônica ou sinérgica, o que pode ou não reduzir a eficiência de controle, bem como produzir efeitos desconhecidos quanto à toxicologia. 

Para o consultor e sócio-diretor da Agro Analítica, Weber Valério, na grande maioria das vezes, os profissionais do campo optam pela mistura de tanque pela “suposta” redução nos custos. No entanto, ele afirma que essa prática vem impactado seriamente os resultados finais do manejo de plantas daninhas. “Pelas lavouras brasileiras, existe aquela história de que a mistura de tanque gera menos custo e facilita a nossa vida. Pelo contrário. Estamos, na verdade, perdendo eficácia no tratamento, em função da qualidade da aplicação e do pós-aplicação.”

O profissional foi convidado pela ADAMA para debater o tema durante o 19º Herbishow - Seminário S sobre Controle de Plantas Daninhas da Cana-de-Açúcar. Este ano, o evento, criado pelo Grupo IDEA, foi realizado em formato online devido a pandemia do novo Coronavírus (Covid-19).

Valério explicou que, em uma mistura de tanque é comum que caia mais do ingrediente ativo A em um determinado local e menos do B. Na próxima área, poderá ocorrer o inverso. Estudos apontam que as distribuições chegam a variar de 40% a 140% da dose planejada. Este seria o principal causador das reboleiras concentradas em certos pontos do canavial.

“Por conta disso, o produtor deve sempre optar por uma mistura pronta, que, devido a sua formulação, resultará em melhor homogeneidade de aplicação e distribuição, além de ser mais segura e também facilitar o manuseio.”

Segundo ele, grande parte das agroquímicas já direciona parte de seus esforços para a criação de associações prontas, buscando ingredientes ativos que se complementam de forma sinérgica, já que a ocorrência de toxicidade às culturas e o menor desempenho dos produtos podem também estar associados a incompatibilidade física dos ingredientes ativos unidos em uma mistura de tanque.

Jump une Diuron e Hexazinona num único produto, promovendo melhor homogeneidade de aplicação e maior eficácia no controle de plantas daninhas

Durante o Herbishow, o profissional destacou as qualidades do herbicida Jump, da ADAMA, que une em sua formulação o Hexazinona + Diuron de forma altamente sinérgica para um controle efetivo das plantas daninhas na época úmida, com destaque para a corda-de-viola, capim-colonião e capim-colchão. Com uma fórmula exclusiva e inovadora desenvolvida pela companhia Israelense, o Jump confere melhor distribuição no perfil do solo, garantindo eficiência em épocas chuvosas, resultando em alta seletividade para a cultura da cana e um controle por mais tempo.

Características e Benefícios do Jump

Fonte: ADAMA

Weber Valério chama a atenção para a formulação extremamente equilibrada do herbicida da ADAMA. “São 67 g/Kg de Hexazinona e 533 g/Kg de Diuron. Uma associação que pode ser aplicada em cana-planta e soca sobre a palha com inúmeros benefícios.”

De acordo com o consultor, a Hexazinona em cana-planta precisa ser manejada com cuidado. Porém, na formulação da ADAMA, ela é extremamente segura, inclusive em períodos mais úmidos e em solos mais arenosos. “Ensaios e testes de campo não evidenciaram problemas de fito via raiz ou folha, ou seja, não há lixiviação nem mesmo com precipitações mais altas.”

Posicionamento Jump

Fonte: ADAMA
 

Valério também destacou o efeito fotoprotetor do Diuron. “A questão da fotoproteção é importantíssima, porque o Diuron não se protege, mas ele é um fotoprotetor e minimiza a fotólise do parceiro. Isso significa que, na associação com Hexazinona, esta última estará muito mais protegida. Estamos falando de uma fotodegradação de 1% ao dia sobre a palha enquanto não chove, um benefício altamente valioso para o segmento.”

Na hora de elaborar um orçamento para manejo de plantas daninhas, o Jump também se mostra como a tecnologia mais adequada, não apenas pela sua eficácia de controle, mas também pelo custo. “Hoje, uma das premissas para o controle dessas invasoras é buscar um custo compatível. O herbicida da ADAMA tem nos auxiliado muito nessa questão, com uma relação custo/benefício bastante positiva”, finaliza Valério.

 


Fonte: CanaOnline