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Empresários mineiros avaliam investir no setor sucroenergético da Bahia

Postado em 29 de Janeiro de 2020

As visitas ocorreram entre os dias 26 e 27 de janeiro, em Barra e Muquém do São Francisco, onde está em implantação, por parte do Governo do Estado, um polo bioenergético e sucroalcooleiro, que prevê gerar 30 mil empregos.

Um grupo composto por treze empresários de Minas Gerais visitou a Bahia esta semana para avaliar condições de investimentos (clima, solos e viabilidade econômica) no setor sucroenergético da Bahia.

As visitas ocorreram entre os dias 26 e 27 de janeiro, em Barra e Muquém do São Francisco, onde está em implantação, por parte do Governo do Estado, um polo bioenergético e sucroalcooleiro, que prevê gerar 30 mil empregos.

Os empresários mineiros foram acompanhados por uma comitiva técnica da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE). Na região onde ocorreu a visita está em implantação, pelo grupo pernambucano Paranhos, a primeira usina de cana de açúcar, das 10 previstas no projeto – a Paranhos gera 500 empregos no local.

Chefe da comitiva mineira, O empresário Antonio Giló disse que a região o surpreendeu, tanto pela quantidade de água, quanto pelo cultivo da cana.

“Pelo que vimos, no plantio dos Paranhos, a produção de cana-de-açúcar está se mostrando de qualidade, pelos experimentos em curso. Então, acho que o projeto é muito promissor”, afirmou.

“O que estamos pensando é em formar um grupo, para atuar como indústria de integração, como já fazemos em Minas, com grandes produtores, com tecnologia, e vir para cá”.

Unaí, por município, é a maior produtora de feijão do país. O grupo que visitou a Bahia possui 8 mil hectares irrigados por pivô central, 35 mil hectares de plantio e produz uma safra anual de 4,1 milhões de sacas de milho, feijão e soja.

O consultor de negócios Anderson Adauto, que acompanhou a comitiva, declarou que de todos os plantios, seja de feijão, soja, milho, algodão, batata, trigo ou laranja, a cana é o mais simples.

“Então, quem dá conta de plantar todas estas coisas, vai ter naturalmente sucesso com a cana. E a grande vantagem deste grupo é ser unido, coeso, todos são agricultores profissionais e têm uma larga experiência em agricultura irrigada”, comentou.

Adauto informou que esta semana a segunda usina proposta no Polo Sucroalcooleiro na Bahia, a Fazenda Igarité, do empresário Pedro Leite, será apresentada em São Paulo, na União das Indústrias de Cana-de-açúcar (Única), maior entidade representativa do setor no Brasil.

“A Única congrega todas as indústrias deste ramo, eles estão muito animados e acreditam que, com o Renova Bio, o país precisará de algo em torno de 20 a 30 usinas, com 3,5 milhões de toneladas, cada uma, para atender às novas regras”, disse.

Com a visita para verificar a viabilidade do negócio, a próxima etapa da visita é a realização de estudos in loco, ainda sem data para ocorrer.

No final de 2019, a região já tinha recebido representantes de fundos de investimentos, bancos de fomento e empresários da mineira Bevap Bioenergia, empresa referência em tecnologia de plantio de cana-de-açúcar.

 


Fonte: Canal Rural