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Estatal norueguesa mostra seu apetite pelo petróleo brasileiro

Postado em 8 de Fevereiro de 2019

A petroleira norueguesa Equinor quer participar do megaleilão da cessão onerosa que o governo Bolsonaro irá realizar no segundo semestre de 2019. A companhia já desembolsou cerca de US$ 3 bilhões em aquisições de ativos e quase R$ 2 bilhões em bônus de assinaturas em leilões no país. Eles também estão na 16ª Rodada da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e no 6º Leilão do Pré-sal, previstos para este ano.

A reportagem do jornal Valor destaca que a vice-presidente executiva de Desenvolvimento e Produção da Equinor no Brasil, Margareth Øvrum, vê com bons olhos o investimento: "Margareth, que assumiu o principal posto da empresa no Brasil às vésperas do segundo turno da eleição presidencial no ano passado, contou ter bom relacionamento com o novo governo e que está otimista com o desenvolvimento dos negócios no país. Ela acrescentou que o Brasil tem tradição de respeitar contratos e que os planos da Equinor para o país são de longo prazo. Segundo ela, o Brasil é uma área prioritária para o grupo, junto com Estados Unidos e a sede Noruega. 'As oportunidades no Brasil são enormes', disse a executiva."

A vice-presidente da Equinor ainda disse: "Roncador está entre os 'top-3' campos de produção da Petrobras. No ano passado, nossa ambição era aumentar o fator de recuperação em 5 pontos percentuais adicionais, e isso é 500 milhões de barris [de óleo equivalente]. Depois de sete meses de colaboração, nós acordamos em dobrar essa ambição agora, próximo de 40% de fator de recuperação."

A matéria do jornal Valor ainda acrescenta: "em junho do ano passado, as duas companhias concluíram transação na qual a Equinor adquiriu 25% de participação em Roncador. De acordo com informações da Petrobras, a norueguesa pagou US$ 2 bilhões, além de um adiantamento de US$ 117,5 milhões dado na data de assinatura dos contratos, em dezembro de 2017. Além disso, a Equinor realizará pagamentos contingentes, referentes aos investimentos nos projetos que visam ao aumento do fator de recuperação do campo, limitados a US$ 550 milhões. A Petrobras permanece operadora do campo, com 75% de participação."

 

 

 


Fonte: Valor Econômico