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Esticada ao etanol free dos EUA pode repetir 2019, sem mais açúcar e importadores ganhando com PIS/Cofins

Postado em 10 de Setembro de 2020

O etanol dos Estados Unidos, subsidiado do milho à indústria, vai competir com o daqui por mais três meses, não haverá nenhum grama a mais de açúcar brasileiro indo para lá e, ainda, os importadores ganharão com o crédito do PIS/Cofins.

A mesma cota que encerrou em 31 de agosto e que, nesta quarta (9), o presidente Jair Bolsonaro a renovou por mais 3 meses, uma semana depois que seu ministro de Relações Exteriores, Ernesto Araújo, havia proposto um mês a mais. São 750 milhões de litros; passado o limite, 20% de imposto.

Há a esperança de que os americanos, que performam a quase totalidade do etanol free, praticamente internado só no Nordeste, sentem para conversar sobre o açúcar passado o período eleitoral no qual Donald Trump tenta a reeleição.

A cota brasileira para lá, de 150 mil toneladas, nunca foi mexida, mesmo quando Bolsonaro esticou o limite, sem imposto, em mais 150 milhões/l sobre os 600 milhões que venceram em 31 de agosto de 2019. A história agora pode repetir o ano passado. “Se não negociaram em 12 meses, vão negociar em três?”, critica Alexandre Lima, presidente da Feplana, dos plantadores nacionais de cana, e da usina cooperativista Coaf/Cruangi.

Desta reunião com o Bolsonaro, Lima não participou, mas levantou a questão que acredita não foi discutida em Brasília com as demais lideranças brasileiras da sucroenergia e do setor de etanol de milho.

“Há a questão do crédito do PIS/Cofins, que as distribuidoras que importam o etanol se creditam e depois usam no mercado interno”, diz Lima, que, em Recife, negociava o benefício do crédito presumido do ICMS para a usina da Coafsul.

A cooperativa terá os mesmos direitos das outras duas, a Coaf/Cruangi, também dirigida por Alexandre Lima, e a Agrocon. Depois de dias do governo pernambucano negando a extensão dos direitos e dizendo que iria estudar, a Justiça deu apoio ao pleito dos cooperados, liderados pela AFCP.


Fonte: Money Times