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Etanol de milho: cadeia produtiva cria entidade setorial do biocombustível

Representantes da cadeia produtiva do etanol de milho criaram a primeira entidade setorial do País para representação institucional e interlocução com o governo. A União Nacional do Etanol de Milho (Unem) é liderada pela indústria produtora de álcool com o uso do milho, mas reúne outros elos da cadeia produtiva, como fornecedores e parceiros comerciais e associações de produtores do grão, de florestas plantadas e de pecuaristas.

“Parte do setor já entende que precisa ter organização e a interlocução com o governo fica facilitada quando isso ocorre institucionalmente”, disse ao Broadcast Agro, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado, o presidente da Unem, Ricardo Tomczyk, ex-secretário de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso e ex-presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja).

A Unem é sediada em Cuiabá (MT), capital do único Estado onde se produz etanol em escala comercial a partir do milho no País. No entanto, segundo ele, a entidade pretende representar produtores do biocombustível que possam surgir em outras unidades da federação. “Já temos conversas, por exemplo, com usinas de cana do Paraná que pretendem instalar uma unidade anexa para produção do etanol também de milho, a chamada usina flex”, afirmou.

Mato Grosso tem duas usinas flex, que produzem etanol de cana e de milho, a Usimat, em Campos de Júlio e a Libra, em São José do Rio Claro, e ainda a primeira usina só de etanol de milho do País, a FS Bioenergia, inaugurada no mês passado em Lucas do Rio Verde. A utilização do milho para a produção do biocombustível é uma alternativa no Estado, maior produtor de milho do País, com cerca de 30 milhões de toneladas.

Os produtores locais sofrem com os preços baixos pagos pelo grão para o consumo de animais ou humano principalmente pela falta de logística para o escoamento aos centros consumidores e portos


Fonte: Estadão Conteúdo