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Etanol sai 26% mais barato das usinas de SP com início da safra, Covid-19 e baixa da gasolina

Postado em 17 de Abril de 2020

O preço do etanol que deixa as usinas do estado de São Paulo teve uma queda de 26% em abril, apontam dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea-Esalq/USP).

O resultado está atrelado ao início da safra da cana-de-açúcar 2020/2021, que aumenta a oferta do produto e à menor demanda causada pelas medidas de isolamento contra o novo coronavírus. Além disso, a queda do preço do barril de petróleo, após a guerra comercial entre Rússia e Arábia Saudita, interferiu no preço da gasolina e forçou a baixa no concorrente produzido a partir da cana-de-açúcar.

De acordo com o levantamento, no dia 9 o litro do combustível, sem a tributação, saiu das unidades produtoras custando R$ 1,39. A tarifa não só é inferior à praticada no mesmo período do ano passado - quando custava R$ 1,89 -, mas também ao que se cobrava em 2017 e 2018.

A mudança de preços também é sentida do consumidor, mas, por enquanto, em menor proporção.

Embora os dados de abril ainda não estejam consolidados, até o dia 11 o preço médio pago pelo combustível - contando impostos e taxas - era de R$ 2,65 , 6,6% a menos em relação à média de abril de 2019, de R$ 2,84, segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Em cotação paralela , a reportagem da EPTV, afiliada da TV Globo, já encontra estabelecimentos vendendo o produto a R$ 2,39 na região de Ribeirão Preto (SP), abaixo dos R$ 2,44 praticados em abril de 2017.

De acordo com a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), as vendas do etanol hidratado para o mercado interno caíram 17,44% em março em toda a região Centro-Sul do país, que inclui São Paulo. Nos últimos 15 dias do mês passado, quando as medidas de isolamento social já estavam em prática, essa queda foi de 20,2%.

O preço tende a ser mais favorável aos motoristas, mas, segundo o presidente da Associação das Distribuidoras de Combustíveis, Valdemar de Bortoli Junior, os valores não são ideais para as atividades do setor.

"Para o consumidor é bom, mas para o setor sucroalcooleiro é ruim, porque estão com o preço abaixo do custo deles", diz.


Fonte: EPTV1/Portal G1