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Evento aponta caminho para redução de custos no setor sucroenergético

O 17º Seminário de Produtividade e Redução de Custos da Agroindústria Canavieira, que aconteceu essa semana em Ribeirão Preto, teve uma agenda recheada de palestras que apontaram os melhores caminhos para o setor adotar um programa de redução de custos e recuperar a competitividade.

Uma dessas palestras foi a do Eng. Agr. Dib Nunes Jr., diretor do Grupo IDEA, empresa organizadora do evento e uma das consultorias mais conhecidas do setor. Em sua palestra, Dib ressaltou quais são os principais pontos de perdas do setor e enumerou algumas ações que devem ser tomadas com a máxima urgência, tendo em visto os elevados custos de produção.

“O sistema tradicional de produção de cana já está esgotado”, enfatiza o consultor, que identifica alguns fatores para a perda de produtividade dos últimos anos. São eles: a redução da área de reforma com o envelhecimento dos canaviais, a falta de investimentos em tratos culturais, o número excessivo de pessoas nas atividades, quadro varietal ultrapassado e, principalmente, erros gravíssimos na operação do plantio e da colheita mecanizada.

Sua palestra deixou evidente que as empresas não suportam mais a alta carga de custos que envolvem a produção, uma vez que os preços do açúcar e do etanol vêm oferecendo, salvo alguns rápidos picos, margens baixíssimas. 

Porém, os cortes precisam ser cirúrgicos, não podem ser feitos aleatoriamente.

Hoje, ressalta Dib, os custos de produção de fornecedores é bem menor do que os custos da cana própria e a qualidade do serviço de plantio, colheita e tratos culturais está muito abaixo do desejado. Não há carinho nem respeito para com os canaviais.

A mecanização leva a perdas enormes como o gasto excessivo de combustível, o excesso de palha e a compactação de solos, além de haver hoje em dia, uma má administração da colheita mecanizada, que leva a máquinas trabalhando acima da velocidade ideal no final da safra, o que aumenta a quebra e desgasta as máquinas, acarretando em um maior custo de manutenção.

Há muito a se cortar, mas o consultor leva muito a sério a máxima de que “os cortes precisam ser cirúrgicos”, feitos por quem entende do assunto. “A redução de custos não é para amadores e não pode ser feita indiscriminadamente, sem critérios e sem profundo conhecimento das atividades”, afirma.

O Grupo IDEA tem implementado diversos planos de redução de custos em usinas de todo o país nos últimos anos, por isso, Dib fala com propriedade que, um bom plano consegue reduzir em até 20% dos custos de produção sem perda de produtividade. Às vezes até com ganhos.

 

Dib Nunes especialista em Produtividade e reduçao de Custos da Cana / Marcos Fava Neves especialista em planejamento estratégico de cadeias produtivas.

Foto auditório / Arnaldo Luiz Corrêa especialista em mercado futuro de açúcar.

 


Fonte: Grupo IDEA