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Exportações de açúcar caem na região de Ribeirão Preto

Preço do açúcar impactou resultado no acumulado em 12 meses.

 Principal destino das exportações da região de Ribeirão Preto, os embarques para a China tiveram recuo de 13,9% no comparativo de 12 meses encerrados em agosto de 2018, em relação ao mesmo período de 2017. As maiores quedas, no entanto, foram registradas nas vendas para Bangladesh (-58,9%) e Nigéria (-34%).

Os únicos países que registraram aumento na compra de produtos da região foram Egito (30,3%) e os Estados Unidos (12,7%). É o que aponta o último boletim de Comércio Exterior realizado pelo Ceper/Fundace.

Em Ribeirão Preto, o destaque foi para a alta expressiva nas exportações ao Equador (196%).  As principais remessas foram de aparelhos auxiliares para caldeira (484,6%) e instrumentos e aparelhos para medicina, cirurgia, odontologia e veterinária (195,9%). Também houve crescimento das vendas para os Estados Unidos (84,1%), China (20,6%) e Argentina (6,7%). Já as exportações para Chile e Malásia apresentaram declínio de 30,5% e 18,4%, respectivamente.

Sertãozinho foi o município que mais sentiu a retração nas exportações, com recuo no destino para a China (-24,9%), Bangladesh (-27,2%), Estados Unidos (-19,9%), Índia (-8,9%) e Arábia Saudita (-5,2%). A Malásia – parceira comercial mais recente da cidade – foi a única com saldo positivo (71,6%), totalizando US$ 32,9 milhões em operações.

No saldo geral exportado pela região, açúcares tiveram queda significativa nos embarques para os principais destinos, a exemplo da China (-55,6%), Nigéria (-59,4%), Bangladesh (-47%),  Estados Unidos (-13,9%) e Índia (-2,9%).

 “Os resultados das exportações da região de Ribeirão Preto, em especial da cidade de Sertãozinho, foram fortemente impactados pela redução do preço do açúcar no mercado internacional, em queda desde o final de 2016, e pelo alto nível de estoque nos últimos dois anos”, comenta o pesquisador do Ceper/Fundace Luciano Nakabashi, que realiza o estudo sobre Comércio Exterior em parceria com os pesquisadores Francielly Almeida e Armando Henrique.

Os dados completos do Boletim Comércio Exterior podem ser acessados no site da Fundace: https://www.fundace.org.br/_up_ceper_boletim/ceper_201809_00395.pdf


Fonte: Assessoria de Comunicação - retirado do site BrasilAgro