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Exportações de açúcar de Alagoas caem, diz Ministério do Comércio Exterior

Dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) mostram que de janeiro a setembro de 2018, as exportações em Alagoas registraram queda de 27,8% em relação ao mesmo período do ano passado. As exportações de açúcar caíram 41,3%

A movimentação no Porto de Maceió neste ano está diferente da que foi registrada no ano passado.

O economista Fábio Guedes explicou que vários fatores relacionados ao setor sucroalcooleiro contribuíram para essa redução.

“Uma forte estiagem, ou seja, ausência de chuvas, prejudica a irrigação da lavoura. O clima político brasileiro. Essa indefinição de certa maneira prejudica as expectativas empresariais. E terceiro, o fato de você não ter uma política brasileira de fomento a indústria neste momento, o que tem prejudicado, especialmente, o setor sucroalcooleiro, que já passa por um a crise que se arrasta há pelo menos uma década, disse Fábio Guedes”.

Segundo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, a balança comercial alagoana, que é medida pela diferença entre as exportações e as importações, é movida principalmente pelo açúcar, que vai para países como Argélia, Tunísia e Canadá.

Produtos químicos e soja também impulsionam o mercado, mas em menor proporção.

“ O setor sucroalcooleiro já foi um dos maiores empregadores do estado. Já teve mais de 140 mil trabalhadores de carteira assinada. E isso vem reduzindo. Quem sofre mais com isso são os municípios. Em torno de 50 municípios funcionavam e ainda funcionam em torno da atividade da plantação de cana e produção de açúcar. Então os municípios é quem mais sofrem com isso. Isso traz consequências para as cidades polos como Maceió e Arapiraca. Porém, é sentido com menos gravidade, porque em Maceió temos comércio, serviços e atividade turística, que é muito importante", explicou o economista Fábio Guedes.

O secretário de desenvolvimento econômico e turismo do estado, Rafael Brito, disse que o desafio é buscar alternativas para recolocar Alagoas na rota das exportações, mas que antes é preciso impulsionar o mercado local.

“O setor sucroenergético está vivendo uma crise e o preço do mercado internacional tem atrapalhado o crescimento desse setor. A estratégia é que o setor se volte para o mercado interno através de incentivos fiscais e que a gente possa também estar atraindo para Alagoas empresas que usem como grande base do seu produto o açúcar", disse Rafael Brito.

 


Fonte: Portal G1