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Faturamento aumenta 9,6% em Minas Gerais

As exportações do agronegócio de Minas Gerais estão em alta. De acordo com os dados da Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), entre janeiro e novembro as negociações do setor com o mercado internacional movimentaram US$ 7,34 bilhões, valor 9,6% superior aos US$ 6,7 bilhões registrados em igual período do ano passado.

O resultado positivo do complexo sucroalcooleiro continua como destaque, uma vez que as exportações superaram o complexo soja. Com isso, o setor encerrou o período como segundo maior exportador, atrás apenas do café.

Ao longo dos primeiros 11 meses do ano, Minas Gerais exportou 8,75 milhões de toneladas de produtos agropecuários, volume 4,6% maior quando comparado a igual período do ano anterior. As negociações movimentaram US$ 7,34 bilhões, alta de 9,6%.

No período, as importações do agronegócio somaram US$ 508,9 milhões, valor que ficou 16,6% superior e gerou um saldo de US$ 6,8 bilhões na balança comercial.

Dentre os produtos exportados, destaque para os embarques do complexo sucroalcooleiro. Entre janeiro e novembro de 2017, as exportações do setor somaram US$ 1,23 bilhão, incremento de 14,7%. O volume embarcado permaneceu estável, com pequena variação positiva de apenas 0,9% e 3,034 milhões de toneladas destinadas ao mercado internacional. O preço da tonelada subiu de US$ 358,21 para US$ 406,9 valorização de 13,4%.

Com o incremento no valor movimentado, o setor sucroalcooleiro respondeu por 16,8% dos embarques do agronegócio ao longo dos 11 primeiros meses de 2017, superando o complexo soja e encerrando o período em segundo lugar nas exportações.

Somente os embarques de açúcar movimentaram US$ 1,22 bilhão, aumento de 16,9%. Ao todo, foram exportados 3,015 milhões de toneladas de açúcar, volume 1,8% maior que o verificado no mesmo período do ano anterior.

Grãos - As exportações de café, principal produto exportado pelo agronegócio do Estado, se mantiveram estáveis em valor, com pequena variação negativa de 0,1%, e movimentando US$ 3,12 bilhões.

Em volume, foi verificada queda de 6,2%, com o embarque de 1,1 milhão de toneladas de café. O preço médio pago pela tonelada subiu de US$ 2.654 para US$ 2.827, valorização de 6,5%. O café respondeu por 42,6% das exportações do agronegócio.

Destaque também para as exportações do complexo soja. As exportações totais cresceram 18,1% atingindo faturamento de US$ 1,06 bilhão. Em volume, foram exportados 2,73 milhões de toneladas, variação positiva de 13,4%.

A demanda aquecida pela oleaginosa em grão estimulou os embarques mineiros que, ao longo dos primeiros 11 meses do ano, somaram 2,5 milhões de toneladas, volume 11,9% maior. Em relação ao faturamento, a expansão foi de 14,8%, somando US$ 962 milhões.

Alta também na comercialização de farelo de soja. Em volume, o incremento foi de 36,2% com o envio de 176,6 mil toneladas. Já em faturamento a alta foi mais expressiva, 56,2%, movimentando US$ 101 milhões.

As exportações de óleo de soja também ficaram maiores. Ao todo foram negociadas 7,5 mil toneladas do produto no mercado internacional, alta de 185%. O valor gerado foi de US$ 5,6 milhões, elevação de 185,7%.

Carnes - No grupo das carnes, a elevação no faturamento das exportações foi de 27,6%, o que movimentou US$ 893 milhões entre janeiro e novembro de 2017. O volume total de carnes destinadas ao mercado internacional cresceu 3,1% com a exportação de 330 mil toneladas.

O destaque do grupo foi a carne bovina. Somente em valor, a expansão foi de 71,7% e atingiu US$ 549,3 milhões. Ao longo dos primeiros 11 meses do ano, foram destinados ao mercado internacional 135,3 mil toneladas de carne bovina, aumento de 62,1%.

As demais carnes apresentaram retração nos embarques. No setor de suínos, o valor gerado com as negociações retraiu 6%, encerrando o período em US$ 34,7 milhões. O volume caiu 16,3% com a exportação de 17,1 mil toneladas.

As negociações de carne de frango ficaram 7,8% inferiores em faturamento, que atingiu US$ 258,2 milhões. A retração no volume foi de 16,8%, com a exportação de 160,4 mil toneladas.


Fonte: Diário do Comércio