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Feplana defende volta da taxação para proteção do etanol brasileiro

Continua suspensa a taxa de 20% para importação do etanol dos EUA, situação que tem prejudicado parcela desta cadeia produtiva do Brasil
 
Apesar do país ser autossuficiente do etanol que produz para o mercado interno, empresas brasileiras têm ampliado a importação do produto norte-americano, depreciando a cadeia produtiva nacional e sem gerar benefício ao consumidor. Em que pese esta situação, a Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana) informa que este ano o país já se tornou o principal importador do combustível dos EUA, beneficiando somente os ganhos substanciais de arbitragem para tais importadores, que geralmente são distribuidoras que estão se abastecendo. E o motivo disto, segundo o órgão canavieiro, deriva da manutenção da suspensão da cobrança de 20% da Tarifa Externa Comum do etanol estrangeiro. A Feplana reitera sua solicitação à União para volta imediata da taxação.
 
"Enquanto o Brasil deixa de taxar o etanol dos EUA, nossos produtores do combustível e de cana amargam com a desleal concorrência e a falta de incentivo governamental", diz Alexandre Andrade Lima, presidente da Feplana, reiterando que o próprio Ministro da Agricultura, Blairo Maggi, comprometeu-se com o Comitê Nordestino de Produção de Etanol e até já enviou à Camex uma nota técnica solicitando a retomada da taxação.
 
A Feplana apoia o pleito do Comitê porque entende que a manutenção da suspensão ou a taxação menor do etanol só prejudica a produção nacional, com um efeito socioeconômico negativo nas localidades mais afetadas com tal concorrência desleal gerada através da importação do etanol. Hoje o NE do Brasil é o mais prejudicado. Cerca de 80% do total importado circula na região em pleno período produtivo do álcool local.
 
"Não se pode mais desrespeitar a alternativa brasileira que oferece em se produzir cana e etanol no Nordeste, gerando, por exemplo, mais de quatro empregos por mil toneladas de cana cultivada, em plena época de safra complementar ao Centro Sul", diz Andrade Lima. E o pior disso, critica o dirigente, é fazer isto para só beneficiar empresas importadores que se enchem de margens e usam as reservas cambiais a toda hora para assim estocar o etanol importado, sem a devida e justa taxação.


Fonte: Assessoria de Imprensa AFCP/Unida