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Ferrovia leva ao porto primeira carga de açúcar de acordo de 1 mi de toneladas

Postado em 24 de Junho de 2019

A primeira carga de açúcar de um contrato que prevê o transporte por ferrovia de 1 milhão de toneladas por ano para o porto de Santos foi embarcada na última terça-feira (18).

O acordo fechado no ano passado entre Tereos, terceiro maior produtor de açúcar no mundo, e VLI -empresa que administra a concessionária FCA (Ferrovia Centro-Atlântica)- permitiu o crescimento no fluxo de cargas transportadas pelo chamado corredor centro-sudeste, que corta cidades do interior paulista como Guará, Ribeirão Preto e Paulínia.

A carga foi embarcada no navio Rosco Sandalwood (Hong Kong) no berço 3 do Tiplam, terminal em Santos, com destino à China, depois de chegar ao porto por meio da ferrovia.

Para permitir ampliar o volume de carga transportada pelas linhas férreas estão sendo investidos mais de R$ 200 milhões em obras como a construção de dois armazéns, em Guará e no porto. As obras estão em andamento.

Do total, R$ 145 milhões devem ser investidos pela Tereos e, o restante, pela VLI.

O grupo sucroenergético, que tem sete usinas de açúcar e etanol no interior de São Paulo, exporta açúcarbranco e bruto para mais de 60 dos 150 países para os quais o Brasil embarca a commodity.

Nos últimos quatro anos, foram transportados pela concessionária cerca de 15 milhões de toneladas de açúcar. Entre 2013 e 2017, a rota entre Guará e o Tiplam passou de 2,3 milhões de toneladas para 4,6 milhões.

No ano passado, a crescente demanda do agronegócio fez a FCA adquirir 26 novas locomotivas, 15 do modelo SD70 BB da EMD. Com três delas, é possível tracionar até 90 vagões carregados.

As outras 11 locomotivas são do modelo ES43 BBi e foram produzidas pela unidade da GE em Contagem (MG).

O foco delas é atender o transporte de carga justamente no corredor centro-sudeste, no interior paulista. Com duas, uma composição pode ter até 82 vagões carregados, o que equivale a carga transportada por 240 caminhões em rodovias.

 


Fonte: Folha de São Paulo - Texto publicado no boletim SCA