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FIAT Chrysler aposta no etanol como rota para eletrificação da frota

"Eu acredito ser impossível hoje em dia criar um modelo econômico de eletrificação completa sem combustível (...) Antes de abraçar a eletrificação, temos que passar pela rota do etanol. O Brasil tem o domínio de liderança no setor, é um dos maiores produtores [do biocombustível] do mundo. Se vocês têm a oportunidade, usem”, declarou recentemente o presidente mundial da FIAT Chrysler (FCA), Sérgio Marchionne, durante visita à fábrica do conglomerado ítalo-americano na cidade de Goiana, em Pernambuco.

Após inaugurar, na semana passada (23/03), o terceiro turno da segunda planta industrial da FCA no País, o que aumentará a capacidade produtiva de 179 mil veículos para 250 mil unidades ao ano, Marchionne demonstrou certa descrença em relação ao ritmo de expansão dos carros 100% elétricos na matriz de transporte. O executivo colocou em dúvida a sustentabilidade da tecnologia puramente elétrica diante de um modelo consolidado e bem-sucedido desenvolvido desde a década de 1970 pela indústria brasileira de biocombustíveis.

Sérgio Marchionne, presidente mundial da marca, aposta no renovável sucroenergético “O Brasil tem posição de destaque em relação ao etanol. Temos a solução aqui em casa, importar baterias não vai alimentar a economia local", disse. No médio prazo, o presidente da FCA se mostrou favorável a adoção do carro híbrido como uma tecnologia de transição. Operando com propulsão elétrica e parte do tempo com energia gerada por um motor que pode ser abastecido com etanol hidratado ou gasolina (contendo até 27,5% do biocombustível misturado), os híbridos flex já são cogitados no mercado nacional.

Na segunda quinzena de março (19/03), a Toyota apresentou o primeiro protótipo de veículo híbrido equipado com um motor flex. Concebido sob a plataforma do modelo Prius, o projeto, que tem o apoio da UNICA, passou em um importante teste de durabilidade e performance do conjunto motor-transmissão, quando abastecidos com etanol hidratado. O modelo, desenvolvido em conjunto pelas equipes de engenharia da Toyota no Brasil e no Japão, percorreu 1,5 mil quilômetros, saindo da Universidade de São Paulo (USP) até a Universidade de Brasília, no Distrito Federal.


Fonte: UNICA