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FPA e IPA cobram fim da greve sob risco de danos irreparáveis ao abastecimento

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e o Instituto Pensar Agro (IPA), que reúne 40 entidades do setor produtivo nacional, pediram na noite desta segunda-feira, em nota sobre a paralisação dos caminhoneiros, que a normalidade seja restabelecida para que se evite “preocupante crise no setor produtivo nacional. “É preciso responsabilidade para entender que a restauração do ciclo de toda a cadeia produtiva tem um prazo para acontecer e, se não tomarmos uma ação imediata, teremos danos irreparáveis, principalmente, para o abastecimento de produtos de primeira necessidade da população brasileira.”

As duas entidades dizem terem apoiado as reivindicações dos caminhoneiros, mas que a extensão da greve prejudica o setor produtivo, “que já acumula graves prejuízos, especialmente, para os produtores de leite, ovos, hortifrúti, carnes (suínos, frango, bovinos) e demais produtos perecíveis.” 

“Alertamos ainda para o risco sanitário causado pela morte de animais (cargas vivas), leite descartado em rios e esgotos das cidades, entre outros danos que possam ser causados ao meio ambiente e à saúde pública”, dizem. A FPA destaca que se esforçará para votar com urgência, no Congresso Nacional, as medidas acordadas e publicadas pelo governo federal. “Lembramos que a FPA, o IPA e a classe dos caminhoneiros são setores com interdependência e precisam continuar seguindo juntos a fim de destravar nossa economia e fortalecer nossa competitividade, com garantia de melhores condições de trabalho para todos, sem prejudicar a sociedade brasileira.” Assinam a nota a presidente da FPA, deputada Tereza Cristina (DEM-MS), o presidente do IPA, Fábio Meirelles, e as entidades Abrapa, Aprosoja MS, Aprosoja Brasil, Faesp, ABPA, Viva Lácteos, Ampa, Abraleite, Fórum Sucroenergético, Abiec, Abramilho e Acrimat.


Fonte: Estadão Conteúdo - retirado da Dinheiro Rural