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Fusões não vão resolver problemas de tradings, diz Bunge

A consolidação não vai resolver sozinha os problemas de tradings de commodities agrícolas, disse nesta quarta-feira, 14, o CEO da Bunge, Soren Schroder. Em teleconferência para discutir os resultados da companhia no quarto trimestre de 2017, o executivo não quis comentar as notícias de que Glencore e Archer Daniels Midland (ADM) teriam feito propostas para comprar a Bunge. Após cinco anos de safras robustas na América do Norte e a perspectiva de outra colheita volumosa na América do Sul, “a rentabilidade é determinada principalmente pelo modo como você opera”, e não somente pela escala, disse Schroder. “Todo o setor e nós também estamos tentando nos adaptar a um novo ambiente.”

O executivo disse também que o Brasil poderia suprir a necessidade de soja da China caso o país asiático adote uma posição mais dura em relação ao produto norte-americano. Recentemente, a China iniciou uma investigação para apurar suposta prática de dumping nas exportações de sorgo dos Estados Unidos ao país, após a decisão da administração Trump de impor tarifas sobre as importações norte-americanas de lavadoras de roupas e painéis solares.

Produtores dos EUA temem que a soja também se torne um alvo, já que a China é o maior comprador mundial do grão. Schroder, no entanto, acredita que o bom senso deve prevalecer. “Tendo em vista a importância da soja dos EUA para a China, acho que essa questão pode ser resolvida”, disse. “Caso isso não ocorra, temos soja em abundância no Brasil”, afirmou, referindo-se à ampla rede de transporte e processamento da Bunge no País.

Fonte: Dow Jones Newswires


Fonte: Estadão Conteúdo