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GranBio admite atraso em usina, mas espera álcool 2G competitivo em 2019

O plano da GranBio de produzir etanol celulósico, combustível de segunda geração (2G) feito a partir do bagaço da cana-de-açúcar, tem registrado atrasos. A companhia admite ter mudado o cronograma de investimentos e de metas de produção do combustível por conta dos problemas “tecnológicos” e pela crise econômica, mas espera ter, em 2019, um etanol 2G competitivo como o fabricado a partir da cana.

Em 2014, a GranBio, fundada pelo empresário Bernardo Gradin para ser uma companhia de desenvolvimento em novas tecnologias em combustíveis e bioquímicos, iniciou a produção de etanol 2G na usina BioFlex 1, em São Miguel dos Campos (AL). Um dos sócios é a BNDES Participações (BNDESPar), fundo do investimentos do banco de fomento, com 15% do negócio e um aporte de US$ 190 milhões em financiamento na unidade.

“Desde a inauguração da Bioflex 1 a GranBio operou, entre testes e produção, durante as safras do Nordeste 2015/2016 e 2016/2017. O projeto se mostrou mais desafiador do que o esperado em níveis tecnológicos (…). Esses desafios iniciais com a tecnologia de pré-tratamento, além da crise econômica, levaram a companhia a mudar seu cronograma de investimentos e de metas de produção, estendendo os prazos previstos para atingir plena capacidade e para o anúncio de novos projetos”, informou a GranBio em nota ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado.

A companhia não informou, porém, quais os prazos previstos, nem divulgou o cronograma de investimentos. Além disso, entre os questionamentos estavam quanto tempo a unidade operou ou ficou fechada desde 2014, quais os projetos de novas usinas, quais os investimentos e custos na fabricação do etanol celulósico.

“A GranBio avalia que o etanol celulósico será a solução mais efetiva economicamente e ambientalmente para expansão da produção brasileira e para atender o aumento da demanda por combustíveis renováveis quando a economia voltar a crescer”, informou. “Como empresa inovadora (…), a GranBio continua comprometida com o desenvolvimento do setor e acredita que o (etanol) 2G já será mais competitivo que o 1G a partir de 2019”, concluiu a nota.

A companhia também não comentou sobre o arrendamento, no ano passado, em parceria com a Usina Coruripe, da Usina Guaxuma, também em Alagoas, da massa falida do Grupo João Lyra. A usina produz açúcar e etanol de primeira geração.


Fonte: Estadão Conteúdo