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GranBio, do ramo de biotecnologia, suspende por 60 dias pedido de IPO

Postado em 4 de Novembro de 2020

A GranBio, companhia de biotecnologia da família Gradin, suspendeu até 4 de janeiro, ao menos, o pedido de oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) na B3 enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A suspensão ocorreu no âmbito da Instrução 400 da CVM, conforme previsto no artigo 10. Pelo artigo, após 60 dias o processo de oferta pública de ações tem que ser retomado do zero. Procurada, a empresa informou que não iria comentar por estar em período de silêncio.

O IPO da GranBio seria o primeiro de uma empresa de biotecnologia na B3 em meio à nova onda de aberturas de capital na bolsa brasileira. A companhia esperava levantar cerca de R$ 1,5 bilhão com a operação. A abertura de capital também seria uma “porta de saída” para a BNDESPar, o braço de participações do BNDES, que tem 14% da companhia.

Criada em 2011, a GranBio registrou o primeiro lucro líquido de sua história no ano passado, de R$ 79,1 milhões. O balanço também apresentou uma receita líquida de R$ 33,5 milhões e uma dívida líquida de R$ 622 milhões. A companhia foi uma das primeiras a investir na produção de etanol celulósico, a partir da biomassa da cana-de-açúcar, e construiu uma planta para tal em Alagoas, atualmente considerada uma plataforma de testes.

Como já informou o Valor, a principal aposta da companhia no momento é no licenciamento de tecnologia, voltada principalmente para a construção de novas fábricas que utilizam biomassa como matéria-prima. Essa estratégia foi destravada com a compra da empresa americana API, no ano passado, o que permitiu à GranBio administrar duas novas biorrefinarias nos EUA e ter mais de 250 patentes.

 


Fonte: Valor Econômico