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Grupo Moreno encerrou a safra 2020/21 com moagem superior a 9 milhões de toneladas

Postado em 18 de Dezembro de 2020

Em 2020, o Grupo teve seu plano de Recuperação Judicial por mais de 95% de seus credores.

Foi uma safra cheia de desafios para o Grupo Moreno, que conta com três unidades sucroenergéticas no interior paulista. Além da pandemia, o Grupo atravessou a negociação de seu plano de Recuperação Judicial (RJ).

O campo não desapontou, apresentou aumento de moagem e de ATR. O Grupo encerrou a safra 20/21 com moagem superior a 9 milhões de toneladas, resultando em uma produção de 694 mil ton de açúcar (cristal e VHP) e mais de 372 milhões de litros de etanol (anidro e hidratado).

E na área jurídica o resultado foi satisfatório, com a homologação de um plano de RJ que foi aprovado por 97,66% dos credores trabalhistas; 100% dos credores com garantia real; mais de 95% dos credores quirografários; e mais de 83% dos credores micro e pequenas empresas. Estavam presentes cerca de cem representantes dos mais de sete mil credores.

A proposta aprovada pelos credores prevê o pagamento de R$ 900 milhões em até 24 meses, acrescido de mais R$100 milhões, nos doze meses seguintes, compondo assim um pagamento total de R$1 bilhão aos credores concursais e extraconcursais em até 3 anos.

Para fazer frente ao pagamento desses valores, o Grupo Moreno poderá se valer de novas captações de recursos, alienar participação societária e outros ativos, ou deverá ainda vender até duas das suas usinas no prazo de até 24 meses para quitação das dívidas.

A maior parte dos débitos é composta por credores bancários que juntos concentram aproximadamente R$ 1,8 bilhão. O restante está dividido em credores trabalhistas (aproximadamente R$ 21 milhões), quirografários – credores que não desfrutam de nenhuma preferência ou possuem garantias de pagamento da dívida (cerca de R$ 200 milhões), e ME/EPP - Micro Empresas e Empresas de Pequeno Porte (cerca de R$ 15 milhões).

O Grupo Moreno, formado pelas empresas Central Energética Moreno Açúcar e Álcool Ltda. (CEM), Central Energética Moreno de Monte Aprazível Açúcar e Álcool Ltda. (CEMMA), Coplasa – Açúcar e Álcool Ltda. (Coplasa), Agrícola Moreno de Luiz Antônio (AMLA), Agrícola Moreno de Nipoã Ltda. (AMN) e Planalto Bioenergia Spe Ltda., teve pedido de RJ aprovado em setembro de 2019. O plano de recuperação judicial foi apresentado nos autos em novembro do mesmo ano e vem sendo negociado com os credores desde então. As dívidas da empresa giram em torno de R$ 2,3 bilhão. O grupo tem capacidade de moagem de 13 milhões de toneladas de cana e é um dos maiores do Estado de São Paulo.

Somente três unidades (CEM, CEMMA e COPLASA) geram aproximadamente 10 mil postos de trabalhos diretos e indiretos na safra e são localizadas nas regiões de São José do Rio Preto e Ribeirão Preto no interior de São Paulo.

Além das empresas, o pedido de RJ inclui os produtores rurais José Carlos Moreno, B. Carlos Alberto Moreno, C. Adélia Sartóri Moreno, D. André Luís Moreno, E. Andréia Cristina Moreno Theodoro, F. Luciana Moreno Sorroche, G. Márcia Antônia Moreno Ferreira, H. Maria de Cássia Moreno Sala e Vera Lúcia Jayme Moreno. O Grupo Moreno é composto por sociedades limitadas dedicadas à plantação de cana-de-açúcar e à produção de açúcar e etanol; além da geração e comércio atacadista de energia elétrica.

Carlos Moreno, presidente-executivo do grupo, em nome da diretoria agradece a compreensão e confiança de todos os credores, parceiros agrícolas, fornecedores e colaboradores. “Desejamos a todos um bom final de ano e reforçamos nosso compromisso com o desenvolvimento das regiões onde atuamos e com a sustentabilidade social e ambiental de nossas comunidades. Também agradecemos e parabenizamos toda a equipe que nos assessorou neste processo, incluindo os times do Felsberg Advogados, BR Partners, MBF partners, AMC advocacia e Rocha Leite Advogados.”

 


Fonte: CanaOnline