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Guerra comercial afeta Corteva

Os resultados da Corteva, divisão agrícola da americana DowDuPont, no terceiro trimestre podem ser prejudicados pelo possível aumento da área semeada com soja no ciclo de verão na América do Sul. Ontem, o presidente da DowDuPont, Ed Breen, afirmou que as tarifas impostas pela China à soja dos EUA incentivam o incremento de área de soja em detrimento do milho na safra de verão no Hemisfério Sul, segundo a agência da Dow Jones Newswires.

"A mudança do milho para a soja nos prejudica um pouco à medida que estamos entrando na safra latino-americana", disse Breen durante teleconferência para comentar os resultados no segundo trimestre. As vendas de sementes de milho têm peso importante nos resultados da companhia.

A Corteva registrou receita líquida de US$ 5,7 bilhões no segundo trimestre de 2018, alta de 25% em relação ao resultado pró-forma – incluindo a Dow e a DuPont – de US$ 4,6 bilhões no mesmo período de 2017. Segundo a empresa, a receita entre abril e junho foi puxada por vendas mais expressivas no Hemisfério Norte, onde o atraso do plantio de soja e milho postergou vendas que seriam realizadas no primeiro trimestre.

A empresa informou que seu lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) operacional somou US$ 1,7 bilhão no período, com alta de 45% em relação ao mesmo intervalo de 2017.

No semestre, a receita líquida somou US$ 9,5 bilhões, queda de 1% na comparação anual. No período, o Ebitda operacional atingiu US$ 2,6 bilhões, baixa de 2%. O resultado foi pressionado por maiores custos de royalties de soja, menor área plantada nos EUA e Canadá, uma safrinha mais fraca no Brasil e investimentos em novos produtos e plataformas digitais.

Por Bettina Barros e Cleyton Vilarino


Fonte: Valor Econômico