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Importação de agrotóxico cai, mas Europa eleva vendas ao Brasil

Postado em 15 de Maio de 2020

O recuo se deve basicamente à China, que exportou 40% menos neste primeiro quadrimestre.

As importações de agrotóxicos estão em queda neste ano, mas as exportações europeias para o Brasil continuam em expansão. Já a Ásia perdeu participação no mercado brasileiro.

De janeiro a abril, o Brasil gastou US$ 590 milhões na compra de inseticidas, herbicidas e fungicidas. Apenas estes últimos tiveram aumento nas importações.

Os dados são da Secex (Secretaria de Comércio Exterior), que registrou um volume de compras de 64 mil toneladas de janeiro a abril, 16% menos do que em relação a igual período anterior.

Após a aprovação de 474 produtos agrotóxicos no ano passado, um número recorde, não houve novos registros de janeiro a abril deste ano, segundo o Ministério da Agricultura.

Durante 2019, as importações brasileiras somaram o recorde de 335 mil toneladas de agrotóxicos, consumindo US$ 3 bilhões, um valor inferior apenas ao de 2014.

Naquele ano, as lavouras brasileiras passavam por um ataque voraz da recém-chegada Helicoverpa armígera. Isso obrigou o país a gastar US$ 3,4 bilhões nas compra externas desses produtos.

China e Índia, líderes nas exportações destes insumos para o Brasil em 2019, reduziram as vendas para US$ 199 milhões neste ano, um recuo de 28%.

Essa queda se deve a uma desaceleração das vendas chinesas para os brasileiros. O Brasil gastou US$ 69 milhões neste ano no país asiático, 40% menos do que em igual período do ano passado.

Além de fechamento de algumas indústrias por problemas ambientais, a China foi o primeiro país a sofrer uma paralisação industrial devido à Covi-19.

A Europa, ao contrário da Ásia, elevou as vendas para US$ 102 milhões, 10% mais nestes quatro primeiros meses do ano. Os destaques entre os europeus são os alemães, os franceses, os espanhóis e os britânicos.

Os Estados Unidos, também grandes fornecedores de agrotóxicos para o Brasil, mantiveram o valor das vendas estáveis neste ano: US$ 154 milhões no período


Fonte: Folha de S. Paulo