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Inovação é aliada da cana-de-açúcar no controle sustentável da broca

Postado em 20 de Novembro de 2020

Revolux® é apenas o primeiro lançamento inovador da Corteva para a cana-de-açúcar

Estimativas apontam que a broca-da-cana (Diatraea saccharalis) causa perdas de R$ 5 bilhões por safra, já que a cada 1% de infestação, perde-se 35kg de açúcar e 30 litros de etanol por hectare. Por sua ampla distribuição pelo país, pela severidade de seu ataque -  que ocasiona perda de produtividade, pode causar morte da gema apical, enraizamento aéreo, germinação das gemas laterais, tombamento -, por gerar impactos negativos no rendimento industrial e na qualidade do produto final, a broca é considerada a principal praga dos canaviais.

Mas nem sempre foi assim. Até o início dos anos 2000, a broca era uma praga de importância secundária, com danos mais expressivos em cana-planta e em socas de primeiro corte. Este fato levava usinas e fornecedores a concentrarem suas medidas de controle unicamente em canaviais mais novos. O manejo em cortes avançados era realizado apenas se houvesse uma necessidade pontual.

No entanto, a broca alcançou o status de principal praga da cultura, em decorrência, das profundas alterações no sistema produtivo ocorridas ao longo das duas últimas décadas. A principal delas foi a mudança na colheita, que migrou do sistema manual de cana queimada para o mecanizado de cana crua.

A pesquisadora do Instituto Agronômico (IAC), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Leila Luci Dinardo-Miranda, relata que as infestações foram aumentando ano a ano até atingirem seu ápice em 2011. A partir do ano seguinte, começou a ocorrer uma retração neste quadro, com uma diminuição gradativa das populações de broca. Fato impulsionado pelo aumento na utilização de inseticidas.

“Desde então, o controle químico segue como carro-chefe do manejo. Mas não podemos esquecer que o inseticida sozinho não faz milagre. O correto é adotar um manejo integrado de pragas (MIP), aliando métodos químicos, biológicos e culturais, como a utilização de variedades mais resistentes em locais mais propícios à broca.

A pesquisadora do IAC ressalta, ainda, a importância da utilização de diferentes grupos químicos durante as aplicações de inseticidas, ato que reduz a velocidade do estabelecimento da resistência nas populações de broca. “Quando usamos constantemente o mesmo inseticida, selecionamos os indivíduos resistentes àquele produto, cuja frequência na população será impulsionada. Em consequência, o defensivo se torna menos eficiente.”

Cana ganha reforço do inovador Revolux® para o controle da broca

Indo ao encontro das recomendações da pesquisadora, neste ano, o setor sucroenergético recebeu uma ótima notícia sobre o controle da broca. A Corteva Agriscience lançou o inseticida Revolux®, o único que apresenta dois princípios ativos (Espinetoram e Metoxifenozida), que não existiam no segmento de cana.

Redson Vieira, líder comercial cana da Corteva, explica que a empresa trouxe a cana em seu DNA, em decorrência de sua origem – fusão entre Dupont e a Dow – duas líderes no mercado de defensivos em cana no passado. “Nessa reestruturação, a companhia focou inicialmente o seu negócio nas áreas de cereais e sementes. Mas uma análise aprofundada revelou que a Corteva já tem um portifólio bastante robusto em cana, com herbicidas, maturador, inseticida, nematicida fungicida, e outros itens no portifólio de cana. O que nos levou a partir deste ano voltar com força ao mercado.”

A Corteva quer reforçar seu portifólio em cana, e o que é melhor, apresentando soluções de ponta. O Revolux® é seu primeiro lançamento.  Segundo Redson,  ao apresentar duas moléculas extremamente inovadoras, o produto atua com dois modos de ação diferenciados para uma proteção prolongada da cana contra a broca, com seletividade aos inimigos naturais, tornando-se referência para o manejo integrado de pragas ao permitir rotacionar modos de ação dentro da estratégia do manejo de resistência.

Com isso, o Revolux® também atende aspectos ligados à sustentabilidade dos canaviais. Redson conta que, esses dois princípios ativos (Espinetoram e Metoxifenozida), ganharam o prêmio de química verde, chancelado pela Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA), por sua ação específica sobre os insetos-alvo, seletividade aos organismos benéficos e atributos inócuos (usar palavra mais popular, exemplo: baixo resíduo) ao meio ambiente.

A Corteva prepara uma série de lançamentos para a área de cana, o prazo não dá para ser estipulado, pois depende de questões regulatórias do Brasil. Mas Redson adianta se tratar de novos herbicidas, inseticidas e outros grupos. Considerando novas moléculas e novos ingredientes ativos. “Somos uma companhia voltada para pesquisas, que investe anualmente 1,2 bilhão de dólares em Pesquisa & Desenvolvimento, sendo 200 milhões deste total destinados ao Brasil.”

O objetivo da Corteva é figurar entre as agroquímicas líderes do segmento de cana, para isso, além do portifólio inovador, triplicou sua equipe de profissionais para atendimento especializado aos produtores e às unidades sucroenergéticas. E Vieira convida o setor para trabalhar em conjunto com a Corteva. “Nos procurem, tragam suas demandas. Esse recurso, essa estrutura estão disponíveis para desenvolvermos, juntos, soluções inovadoras para a cana-de-açúcar.”

 


Fonte: CanaOnline