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INTL FCStone diz que perspectiva é de maior volatilidade no açúcar

Postado em 16 de Julho de 2019

A perspectiva é de maior volatilidade para os preços futuros do açúcar demerara na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) nos próximos meses, disse o analista João Paulo Botelho, da INTL FCStone, no evento Perspectivas para Commodities, realizado em São Paulo. Segundo o analista, na média dos últimos cinco anos, a variação média nos preços foi muito maior entre os meses de julho e outubro, período importante para o desenvolvimento da safra de cana na Ásia e de beterraba na Europa. O analista ressaltou que a expectativa, por enquanto, é de chuvas fracas de monções na Índia, e escassez de umidade também na Tailândia. Na Europa, o calor e a falta de água tem prejudicado importantes produtores, como França, Alemanha e Polônia. “Ainda existe grande risco climático para os preços do açúcar no curto prazo”, disse o analista. Contudo, o impacto na oferta só deve ser sentido entre dezembro e janeiro de 2020, quando a safra desses países chegaria ao mercado. 

Nos últimos meses, contudo, a volatilidade tem sido baixa, segundo o analista. “A variação pequena neste ano é resultado do superávit global e da conjunção de dois fatores. Existe perspectiva de déficit na safra global em 2019/20 – quando compradores veem preços mais baixos, eles entram comprando. Por outro lado, ainda tem muitos estoques, então, quando tem preço mais alto, surge um monte de produtores e tradings com estoque para vender”, disse. “Esses fatores vêm limitando o açúcar num range (intervalo) bem estreito este ano.”

De acordo com o analista, as exportações do Brasil e da Tailândia estão baixas. Botelho chamou a atenção para os altos níveis de entrega contra as principais bolsas. “É o último recurso dos vendedores quando não conseguem comprador no mercado físico”, ponderou. Botelho lembrou que a última entrega foi a maior da história em NY, refletindo a dificuldade de vendedores de colocar açúcar no mercado físico. Na bolsa de Londres, há expiração de contrato hoje para o açúcar refinado. “Lá também tem perspectiva de entrega enorme, e nenhum comprador querendo levar isso”, disse.

 

 


Fonte: Estadão Conteúdo