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INTL FCSTONE prevê produção de 37,4 milhões de toneladas de açúcar no Centro-Sul

Postado em 5 de Junho de 2020

A INTL FCStone prevê que o Centro-Sul do Brasil deve produzir na safra 2020/21 "o maior volume de açúcar já registrado", de 37,4 milhões de toneladas no ciclo 2020/21. Se confirmado, o volume será 39,8% superior ao da temporada passada. Já a produção de etanol de cana-de-açúcar deve ser de 25,8 milhões de m³, recuo de 18,3%. "Especificamente, espera-se que sejam destilados cerca de 17,4 milhões de m³ de hidratado (-21,5%) e 8,5 milhões de m³ de anidro (-10,8%)", disse a empresa em nota dvulgada ontem.

"Algumas empresas não somente devem ampliar como maximizar o direcionamento de cana para a produção de açúcar", disse a INTL FCStone, considerando o isolamento social, que comprometeu o consumo de etanol.

A estimativa para o ATR médio foi elevada em cerca de 1,2 kg/t ante a estimativa de março, para 139,2 kg/t, 0,4% superior ao da temporada anterior e o maior dos últimos nove anos. "O processo e maturação dos canaviais deve ser beneficiado pelas chuvas mais escassas no Centro-Sul. O início da safra atual já reforçou essa tendência, com a concentração de açúcares atingindo 121,8 kg/t na segunda quinzena de abril e superando em 9,1% o valor registrado na mesma época de 2019/20."

Quanto ao etano de milho, a INTL FCStone revisou também para baixo sua estimativa em relação à de março, em cerca de 0,2 milhão de m³, para 2,3 milhões de m³. "Além da retração na demanda geral por combustíveis esperada para 2020/21 (abril-março), a revisão do grupo considera que, apesar da crescente capacidade de produção nos últimos anos, a implementação de novos projetos deverá ser postergada em meio à crise atual."

Para a empresa, ainda assim, a estimativa de produção representa crescimento de 39,1% em relação à safra 2019/20. "Algumas empresas originaram o milho utilizado como matéria-prima de forma antecipada às valorizações recentes do cereal, observadas entre o último trimestre de 2019 e o primeiro trimestre de 2020. Com isso, as margens brutas de produção foram preservadas, ainda que parcialmente, em meio às quedas das cotações do biocombustível", explica.


Fonte: Broadcast Agro