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Jardim: governo de SP propõe revisão dos juros do Pró-Trator e Pró-Implemento

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo enviou nesta segunda-feira, 14, correspondência a associações de produtores e dos setores de máquinas agrícolas, como a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) e a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), propondo uma revisão das taxas de juros dos programas estaduais Pró-Trator e Pró-Implemento, que subsidiam 100% dos juros no financiamento de tratores para pequenos produtores e implementos, disse à reportagem o secretário da pasta, Arnaldo Jardim.

“Enviei hoje uma correspondência a todas as entidades de produtores, à própria Anfavea e à Abimaq, para abrir essa discussão e para nos darem sugestões a fim de atender mais gente com o recurso disponível”, disse Jardim nos bastidores do VII Congresso da Associação Nacional dos Distribuidores de Insumos Agrícolas e Veterinários (Andav), que acontece em São Paulo até quarta-feira, 16.

Uma das ideias a ser levada pela Secretaria é deixar de subsidiar 100% dos juros cobrados pelos bancos no financiamento e pagar 30% da taxa. “Se pagássemos 30% dos juros atenderíamos três vezes mais produtores”, disse Jardim. Segundo o secretário, o Pró-Trator atende anualmente entre 1,5 mil e 2 mil produtores.

Jardim explicou ainda que os R$ 47 milhões destinados ao Pró-Trator no ano-safra 2017/18 se esgotaram devido ao acúmulo de pedidos antes da liberação dos recursos, em julho, e à retomada das vendas de máquinas agrícolas. No ano passado, os recursos do programa acabaram somente em novembro, segundo o secretário. “Este ano os recursos foram muito mais demandados por causa da retomada das vendas de máquinas e da boa difusão do programa pela Secretaria”, disse. Jardim informou que não há previsão de oferta de mais recursos ao longo do ano-safra 2017/18.

“Não temos mais recursos. Conseguimos garantir os R$ 47 milhões mesmo com os cortes que o governo fez no ano passado”, afirmou.


Fonte: Estadão Conteúdo