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Juro menor nos EUA torna agronegócio mais atraente para investidor que busca risco

Postado em 4 de Março de 2020

Sempre que o Federal Reserve (FED, banco central dos Estados Unidos) eleva os juros, os ativos de riscos são os que mais perdem. Com o corte de 0,5 ponto percentual desta terça (3), há uma janela para que o dinheiro faça o caminho contrário.

As commodities agrícolas estão na lista de espera de parte desses recursos, portanto, já que os títulos do Tesouro americano perdem um pouco da atratividade com os juros entre 1% e 1,25%, depois da redução extraordinária (antes da próxima reunião) do Fomc, similar ao nosso Comitê de Política Monetária (Copom). Há que se dar um desconto diante de tendências bagunçadas pela epidemia que avança pelo mundo.

Com a irrigação de recursos que o FED quer dar à economia, à guisa do recuo esperado do comércio global sob impacto do coronavírus, “o dinheiro terá que correr riscos para se rentabilizar”, diz Marcus Magalhães, CEO da Marus.

O mesmo pensa Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting. Por fundamento econômico, as bolsas de derivativos futuros têm espaço para atrair os investidores.

“Pode e deve”, espera Antônio da Luz, economista-chefe da Federação da Agricultura do Rio Grande Sul (Farsul), otimista com a possível escolha para as commodities agrícolas dos fundos nas bolsas de Chicago, Nova York e Londres.

O movimento do mercado financeiro é interessante, mas perigoso, pensa por sua vez Adriano Gomes, analista da AgRural. Ontem, após o anúncio do FED, foi notada um ganho das commodities e hoje também exibe algum fôlego. Lembra ele ainda que o dólar index também está reagindo, após murchar desde a semana anterior.

No geral, apesar dessa chance que a instituição deu aos mercados de risco, ainda é incerta a perspectiva sólida quanto ao andamento da situação econômica global afetada pela epidemia. Também naturalmente influirá as condições mais firmes de fundamentos dos mercados agrícolas.

 


Fonte: Money Times