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Logística integrada é diferencial competitivo na exportação

Postado em 31 de Maio de 2021

O Porto de Santos é o principal canal de exportação do açúcar brasileiro. De abril de 2020 a março de 2021, os terminais portuários locais movimentaram 24,65 milhões de toneladas do produto. Segundo dados da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), o volume representou 77% de todo o item exportado pelo Brasil, maior produtor e comercializador da commodity.

Em operação no complexo portuário santista há 23 anos, a Copersucar é líder mundial em comercialização de açúcar e etanol, sendo responsável por parte substancial desse resultado. A empresa movimentou 1,9 milhão de toneladas do produto na safra 2019-20. Atuando como uma plataforma de negócios, a companhia conecta usinas, clientes e outros parceiros, que contam com inteligência de mercado e logística integrada eficiente para exportar.

Além do Terminal Açucareiro Copersucar (TAC), localizado no litoral paulista, a companhia opera ainda dois terminais de transbordo, nos municípios de Ribeirão Preto e São José do Rio Preto, ambos no interior de São Paulo. “As unidades são parte essencial da cadeia logística de exportação do açúcar. É por lá que o produto originado nas usinas da região é acondicionado em vagões e enviado para o porto por modal ferroviário”, comenta o diretor Comercial e Operações da Copersucar, Pedro Paranhos.

Atualmente, 68,2% do açúcar recepcionado pelo TAC chega em vagões, meio de transporte que se mostra mais econômico e sustentável. “A priorização da logística ferroviária em nossa cadeia é uma das nossas principais metas, pois, além de trazer importante conquista econômica e reduzir o trânsito dentro da cidade, proporciona um valoroso ganho ambiental, com a redução de emissões de gases de efeito estufa na atmosfera”, comenta Rodrigo Lima, gerente-executivo de Operações da Copersucar.

Para que o sistema integrado funcione de forma sincronizada, a companhia possui a maior capacidade de armazenagem de açúcar do Brasil, permitindo estocar 2,5 milhões de toneladas do produto, somando as estruturas das 33 usinas sócias e dos três terminais da companhia. Além da capacidade de armazenagem, um centro de operações integradas é responsável por todo o planejamento e gestão do transporte, passando pelo cumprimento e tempo do trajeto, performance, entre outros itens. Essa estrutura também apoia a captação de cargas de outros players e fortalece a sua atuação como operador logístico, otimizando o sistema já montado.

•Origem sustentável do açúcar
Antes de chegar ao Terminal Açucareiro Copersucar, o caminho do açúcar começa no campo, com o plantio de mudas de cana-de-açúcar e a colheita totalmente mecanizada. As colheitadeiras separam a cana da palha, que é deixada sobre o solo, aumentando o teor de matéria orgânica na terra e protegendo-a contra erosão. A cana-de-açúcar, por sua vez, é picada e colocada no caminhão, devendo ser entregue na usina em menos de 24 horas para evitar a perda de sua qualidade.

Alguns dos métodos aplicados hoje são extremamente sustentáveis. A água, indispensável para a produção em uma usina sucroalcooleira, por exemplo, é extraída da própria cana de açúcar durante a moagem e reutilizada no processo industrial, o que diminuiu consideravelmente a sua captação. Além disso, há investimento em soluções, como a instalação de sistemas de recirculação de água, que contribuem para a preservação dos rios e a manutenção da disponibilidade hídrica nas regiões da cultura canavieira.

A vinhaça, resíduo do processo industrial da cana-de-açúcar, é outro caso de método amigável ao meio ambiente. Rica em potássio, ela é levada de volta ao campo como fertilizante, para tratar o solo e aumentar a produtividade, substituindo o uso de produtos químicos. O processo de modernização no campo, que transformou a colheita manual em um método integralmente mecanizado, eliminou a necessidade de realizar as queimadas controladas para cortar a cana-de-açúcar.

 


Fonte: Copersucar - retirado do Portal G1