Clipping

Lone Star e Castlelake obtêm mais um vitória contra Atvos

Postado em 29 de Maio de 2019

Lone Star e Castlelake obtêm mais um vitória contra Atvos

A Lone Star Funds e a Castlelake LP, credoras da Atvos, unidade de etanol da Odebrecht, conseguiram mais uma vitória depois que um juiz ordenou a nomeação de uma empresa de monitoramento para garantir depósitos em dinheiro.

O monitor atuará como um administrador virtual e terá que ser autorizado a entrar na Atvos dentro de 24 horas da publicação da decisão da juíza Luciana Bassi de Melo, que deverá ocorrer esta semana, disse um funcionário do tribunal. Uma empresa privada nomeada pelo tribunal selecionará o monitor.

Essa pessoa ficará encarregada de supervisionar os depósitos quinzenais ordenados pelo tribunal que estão atualmente atrasados, de acordo com a decisão obtida pela Bloomberg. No início deste ano, um juiz ordenou que a empresa repasse o dinheiro que recebe de 30% de sua produção de cana-de-açúcar aos credores. A receita dessa produção foi usada como garantia empréstimos recebidos pela Atvos.

A Lone Star e a Castlelake estão tentando recuperar cerca de US$ 300 milhões da Atvos e aumentam a pressão sobre a companhia, já que há o risco de que eles ou a Odebrecht entrem com pedido de recuperação judicial, de acordo com duas pessoas com conhecimento da estratégia legal do fundo.

A indicação de um monitor pela Justiça significa que os ativos de produção de cana-de-açúcar da empresa permanecerão separados de qualquer potencial pedido de recuperação judicial, disseram as pessoas pedindo para não serem identificadas, já que não são porta-vozes dos fundos.

A Atvos não quis comentar sobre a decisão, já que ainda não foi publicada. Quando for, a empresa vai tomar as medidas necessárias, disse por email. Na semana passada, a Atvos afirmou que pode pedir recuperação judicial para proteger os ativos da empresa. A Odebrecht não respondeu imediatamente a pedido de comentários.

A Lone Star não respondeu a ligações e e-mails para comentários e a Castlelake não quis comentar.

Por Pablo Gonzalez, Cristiane Lucchesi e Fabiola Moura

 

 


Fonte: Bloomberg